Venezuela e Guiana se estranham por área disputada há 50 anos

A Guiana defende a fronteira estabelecida em 1899 por uma corte de arbitragem em Paris. A Venezuela, por sua vez, reclama a aplicação do Acordo de Genebra, firmado em 1966 com o Reino Unido, antes da independência guianense, que reconhece a reivindicação de Caracas.

Em geral, a população daqui afirma que o Esequibo é venezuelano, tal qual se aprende nas escolas; embora na região o idioma vigente seja o inglês.

Pouquíssimos venezuelanos conhecem o Esequibo. Para visitar a essa localidade saindo da Venezuela é preciso passar pelo estado brasileiro de Roraima, entrar na Guiana para então chegar ao território que suscita a disputa binacional.

Por sua vez, a Guiana incluiu o Esequibo dentro dos seus limites na Constituição de 1980, considerando o território de sua soberania.

O Esequibo literalmente separa a Venezuela e a Guiana.

Briga bilateral

Por enquanto, não há manifestações populares defendendo a causa do Esequibo. Mas, na parte política, os ânimos estão intensos. O presidente Nicolás Maduro propôs ao colega da Guiana, Irfaan Ali, uma reunião celebrada pela Comunidade do Caribe (Caricom) – cuja sede fica na capital Georgetown – para retomar o Acordo de Genebra, datado de 1966, e conversar sobre a controvérsia do Esequibo.


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