UCID é uma opção credível para Cabo Verde e para a ilha do Fogo, diz presidente

O presidente da UCID, que realiza a sua segunda visita à ilha num espaço de quatro meses, adiantou que está a preparar e reorganizar as estruturas do partido para um trabalho organizado e que a ilha do Fogo não escapa à realidade.

O líder partidário anunciou que a eleição da direção política que devia acontecer hoje foi adiada para o mês de Julho, preparando-se para o embate eleitoral de 2024.

“Há espaços para UCID, há muitas pessoas descontentes com a atitude e promessas dos outros partidos e estamos a trabalhar para apresentar à ilha uma nova opção”, afirmou João Santos Luís, sublinhando que a UCID não sabe ainda se vai apresentar candidatura nos três municípios, mas está a trabalhar para onde o partido conseguir encontrar recursos, humanos e financeiros, avançar com candidaturas.

A visita à ilha enquadra-se no compromisso assumido para dinamizar o partido em todas as ilhas e estar o mais tempo possível junto dos militantes, comunidades e pessoas das ilhas para se inteirar do desenvolvimento e crescimento de todas as ilhas, mas também para se inteirar das dificuldades e preocupações das pessoas para junto das autoridades encontrar soluções.

João Santos Luís referiu que há um conjunto de preocupações, sendo uma delas o atraso na execução das obras governamentais como a de asfaltagem que, apesar de algum progresso na estrada de acesso ao porto de Vale dos Cavaleiros, que está em péssimas condições, ainda não recebeu um “pingo de asfalto”, acrescentando que uma “falta de respeito” para a população do Fogo.

O líder da UCID pediu ao Governo que seja mais “sério nas suas ações e promessas” para com a ilha do Fogo que, ajuntou, tem grande potencial agrícola, por exemplo, mas que nem um quarto está sendo aproveitado.

“O Governo não tem interesse e não entendemos o desinteresse e descaso para com a ilha do Fogo que deve merecer maior e melhor atenção também da câmara para que a população possa aproveitar toda a potencialidade e desenvolver a ilha”, referiu.

Com relação ao estádio 5 de Julho, cujas obras estão paradas, João Santos Luís avançou que esta situação está a condicionar a prática do desporto e não se entende como se inicia uma obra e por meio não consegue avançar.

“O que está em causa é o dinheiro dos contribuintes e queremos chamar a atenção das entidades, quer seja camara quer seja o Governo para terem mais respeito nos contratos e negócios que fazem porque está em causa dinheiro dos contribuintes”, advogou o líder da UCID, acrescentando que os contribuintes querem ver os impostos bem aplicados.

Outra preocupação que continua a persistir é o ataque de cães vadios aos animais, uma questão que tinha sido colocada ao Governo porque afeta os criadores de gado da zona norte e sul da ilha, mas que nada foi feito, o que demonstra, segundo o mesmo, descasos das entidades que devem intervir nesta matéria.

Os criadores, explicitou, não podem matar os cães que continuam a dizimar todo o gado que na maior parte das vezes representa a principal fonte de rendimento das pessoas, por isso, sublinhou, a UCID exige que os criadores sejam indemnizados pelas entidades com responsabilidade nesta matéria.

Inforpress

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