Turismo. Portugal recupera mas Algarve fica para trás

O turismo em Portugal tem vindo a crescer face a 2019, mas a evolução tem revelado assimetrias nas diversas regiões do país. No primeiro semestre de 2023, as dormidas nos estabelecimentos de alojamento turístico do país cresceram 18,8 por cento e superaram pela primeira vez os níveis de 2019, antes da pandemia da covid-19, revelam os dados do INE relativos à Atividade Turística em Portugal.

Nos primeiros meses do ano, o setor turístico registou 14,5 milhões de hóspedes e 36,7 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 20,9 e 18,7 por cento, respetivamente, face ao primeiro semestre de 2019.


Destacam-se os turistas estrangeiros, que contribuíram com 24 milhões de dormidas (um aumento de dois milhões, quase mais dez por cento face ao período homólogo em 2019), ao passo que os turistas portugueses totalizaram praticamente dez milhões de dormidas, mais 13,2 por cento.

Entre os estrangeiros, os turistas britânicos (18,5 por cento) e alemães (11,7 por cento) representam mais de 30 por cento do total das dormidas de não residentes. Já os turistas espanhóis ultrapassaram os franceses ocupando a terceira posição com quase nove por cento das dormidas.


Neste semestre, face a igual período de 2019, sobressai ainda o crescimento de Israel e Canadá (com mais 75,5 e 42,6 por cento, respetivamente). Assim como, no sentido oposto, as diminuições do mercado sueco e brasileiro (com menos 23,7 e oito por cento, respetivamente).

Apenas no Algarve se registaram decréscimos nas dormidas, tanto de turistas portugueses (menos três por cento) como de turistas estrangeiros (-0,3 por cento). Em junho, entre os municípios com maior representatividade no total de dormidas, Albufeira voltou a cair dez por cento no total, continuando aquém dos níveis registados antes da pandemia. 



A inflação, o aumento das taxas de juro e consequente aumento dos preços praticados pelos estabelecimentos de alojamento turístico poderão justificar a descida da procura.

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