António Santos, que é um dos mentores do Torneio Internacional de Andebol Tarrafal Cup, trabalha há seis anos com o Grupo Desportivo Varandinha na promoção do andebol no Tarrafal de Santiago e em Cabo Verde, ajudando na formação dos jogadores e dos treinadores.
“Sou um colaborador interessado em ajudar e estou a tentar deixar uma marca no andebol cabo-verdiano “, apontou o ‘master coach’, que é o nível máximo dos treinadores na Federação Internacional de Andebol (IHF).
O técnico, que na última época comandou o IFC Torrense, da II Liga portuguesa, e com passagem por equipas da divisão principal, considera os atletas cabo-verdianos com grandes capacidades, “fundamentalmente físicas”, mas com grandes “lacunas” nos aspetos técnico e tático.
“Os jogadores que estão fora, em Portugal, França, Espanha e Luxemburgo, evoluíram nestes aspetos e, por isso, a selecção de Cabo Verde é muito forte”, explicou António Santos, defendendo a melhoria das condições físicas, referindo às placas desportivas, para o treinamento dos atletas.
“Os atletas de São Vicente são melhores das restantes ilhas nos aspectos técnicos ou tácticas (…) porque treinam num pavilhão. O manejo da bola num pavilhão é diferente das placas desportivas porque a bola está suja e então o atleta tem uma deficiência técnica na pega da bola”, explicou.
Por isso, considerou que é preciso melhorar o trabalho de base, aliado à melhoria das infraestruturas, e proporcionar mais competição aos atletas, porque “sem competição um atleta não se desenvolve”.
Enquanto treinador, António Santos tem passagem por Quintajense, Vitória de Setúbal, Quintajense, Águeda, Alto do Moinho, Belenenses e Almada, em Portugal, e, em Cabo Verde treinou a equipa de Fidjus de Tabanka, do Tarrafal de Santiago.
Inforpress
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