Surpresa possível frente à Holanda: Portugal estreia-se a amanhã no Mundial feminino – Mundial 2023

Francisco Neto não duvida: a Seleção está pronta para a estreia no Mundial, amanhã, frente à Holanda, às 8h30. O selecionador nacional assume a Record que o processo de adaptação à distância e ao fuso horário (mais 11 horas que em Portugal continental) foi “doloroso e difícil” mas que é também foi um “sinal de crescimento e de que a equipa fez o seu trabalho estratégico a pensar nos adversários”.

Num grupo com as bicampeãs mundiais (Estados Unidos) e as vice-campeãs mundiais e europeias (Holanda), Neto frisa que o primeiro “é importante, mas não decisivo, ainda mais com as surpresas que tem havido”.

O essencial agora é “esperar pelo jogo, preparar mentalmente as jogadoras para uma estreia em Mundiais e poder ser competitivo”, reforça o técnico de 42 anos. Mesmo reconhecendo que “a ansiedade é algo normal para todas as jogadoras” e que isso tem sido visível nos primeiros minutos dos jogos: “As equipas agarram depois a sua identidade e procuram passar à prática os seus planos estratégicos.”

Um ano e 10 dias depois de ter defrontado e perdido (2-3) com a Holanda no Europeu de Inglaterra, a equipa das quinas reencontra a seleção laranja, desta vez do outro lado do Mundo. A receita parece simples. “Temos de controlar o que podemos, preparar as jogadoras para os diversos cenários e tentar ser organizados e competitivos”, atalha Francisco Neto, até porque, comparando com as neerlandesas treinadas por Mark Parsons (no Europeu), esta equipa, agora orientada por Andries Joncker, “coletivamente mudou muito, tendo mais recursos na organização ofensiva, com um jogo mais dominador e não tão previsível como era há um ano”.

A equipa técnica nacional fez já uma completa radiografa ao conjunto holandês e Neto sublinha que as adversárias de Portugal “alteraram também a estrutura defensiva, com uma abordagem mais individual e pressionante”. Qual é, então, a postura ideal? “Temos de conseguir ter bola, retirá-la da zona de pressão, reconhecer espaços e ter jogadoras livres para também criar problemas à Holanda.”

Todo o grupo disponível depois da chuva incomodar

A chuva quase torrencial que se abateu sobre a região de Auckland durante mais de 12 horas provocou alterações ao plano que estava delineado pela equipa técnica liderada por Francisco Neto, precisamente no último dia antes da viagem para Dunedin. O treino que estava previsto para a parte da manhã, mudou para o final da tarde e não se realizou no Mangere Center Park, como tem sido habitual.

Isto porque o relvado, totalmente alagado, encontrava-se impraticável e será agora recuperado para nova utilização por parte da comitiva lusa já na segunda-feira. Na The Trusts Arena, a cerca de 40 minutos do hotel onde a equipa das quinas está instalada, Francisco Neto teve, pela primeira vez desde a chegada à Oceânia, as 25 jogadoras totalmente disponíveis no relvado. Uma boa notícia na véspera da viagem aérea de quase duas horas para Dunedin, cidade da ilha sul da Nova Zelândia onde Portugal vai disputar pela 1ª vez um jogo de um Mundial.

Defesa de parabéns

Catarina Amado celebrou ontem o 25º aniversário. A defesa soprou as velas no hotel e recebeu uma recordação, oferecida pela diretora da FPF, Mónica Jorge.


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