Suriname, um parceiro confiável na luta contra ameaças à segurança na região

O Suriname combate a violência e outras atividades criminosas com diferentes estratégias em nível operacional e tático. A ampliação da cooperação em matéria de segurança entre as três Guianas e a cooperação com a Comunidade do Caribe (CARICOM) fazem parte das estratégias que o Coronel Werner Guiseppe Kioe A Sen, comandante das Forças Armadas do Suriname (SAF), enfatiza para manter os criminosos afastados.

O Cel Kioe A Sen conversou com Diálogo sobre os desafios de segurança e a cooperação internacional, entre outros tópicos.

Diálogo: A violência doméstica aumentou no Suriname. Como as SAF estão ajudando o governo a reduzir essa violência?

Coronel Werner Guiseppe Kioe A Sen, comandante das Forças Armadas do Suriname: Com base em nossa Constituição, temos um papel de apoio quando se trata de violência doméstica ou segurança doméstica. Portanto, quando há uma solicitação do governo para apoiar a força policial ou qualquer outra autoridade civil, as Forças Armadas são destacadas.

Diálogo: A ponte aérea de cocaína da Venezuela que passa pela Guiana e pelo Suriname é uma das rotas de drogas mais ativas do mundo. Como as SAF estão contribuindo para combater essa ameaça à segurança?

Cel Kioe A Sen: Estamos trabalhando com recursos limitados e apoiamos o governo com nosso pessoal, conhecimentos e recursos disponíveis. Recentemente, destruímos muitas pistas de pouso ilegais, e isso é o que fazemos em conjunto com outras agências, como a Diretoria de Segurança Nacional do Suriname e as unidades de inteligência, bem como com a cooperação internacional.

Diálogo: As SAF estão passando por medidas de adaptação para reduzir os custos de pessoal. Por que isso está acontecendo e como isso pode afetar a missão?

Cel Kioe A Sen: Somos obrigados a reduzir o custo de nosso pessoal, porque temos um orçamento limitado e precisamos garantir a segurança e a defesa de nosso país, portanto, precisamos ser eficientes e eficazes em conjunto. Para fazer isso, devemos tomar medidas e é por isso que precisamos economizar. Não estamos reduzindo o tamanho, mas, por enquanto, não estamos contratando novo pessoal. Cerca de 89,6 por cento do nosso orçamento é destinado a custos de pessoal e, com apenas 10,4 por cento, não é possível gerenciar a defesa suficientemente. O resultado final é que estamos tentando reduzir os custos para ter mais recursos disponíveis para a defesa e a segurança.

Diálogo: Quais são os esforços de cooperação das SAF com as nações da CARICOM para neutralizar o narcotráfico e coibir as atividades organizadas e criminosas?

Cel Kioe A Sen: Nós cooperamos em nível da CARICOM com a Agência de Implementação para o Crime e a Segurança (IMPACS), que é um recurso valioso baseado em informações e inteligência, que compartilhamos. Também temos uma boa cooperação com o Suriname e a Guiana Francesa e, desde 2021, temos aumentado o intercâmbio de informações. É por isso que fomos mais bem-sucedidos em alguns casos. Contamos com a Diretoria de Segurança Nacional que trabalha com a IMPACS e com outras agências da região.

Diálogo: Quais são os resultados do acordo trilateral entre o Suriname, a Guiana Francesa e a Guiana, para fortalecer e ampliar a cooperação de segurança entre as três Guianas?

Cel Kioe A Sen: Foi necessário que nos reuníssemos em nível estratégico para alinhar nosso pensamento estratégico. Estamos vendo que temos ameaças semelhantes e que as três nações não têm as mesmas capacidades. Compartilhamos informações e capacidades e é graças a esse esforço que combatemos, por exemplo, o crime organizado. Posso dizer agora que, em nossa fronteira com a Guiana Francesa, graças a este esforço, combatemos um grupo de imigrantes ilegais que atuava não apenas no Suriname, mas também na Guiana Francesa, e as forças armadas identificaram esses criminosos. Compartilhamos a informação e, graças a esse esforço, eles foram levados sob custódia.

Diálogo: Como as SAF contribuem com os esforços nacionais para evitar ameaças à segurança cibernética?

Cel Kioe A Sen: No mais alto nível, isso é coordenado pela Diretoria de Segurança Nacional. Acabamos de começar, pois não somos tão desenvolvidos como outras nações, mas há medidas sérias sendo tomadas. Começamos com um plano estratégico de segurança cibernética e, por meio de compromissos frequentes com departamentos locais, tentamos criar mais conscientização. Em nossa organização, começamos a treinar analistas cibernéticos e a primeira turma que se formou está nos ajudando a manter uma certa conscientização no domínio cibernético.

Diálogo: Como a operação civil-militar “Gran Mati” (Grande Amigo, em surinamês) ajuda a população local?

Cel Kioe A Sen: Ela os ajuda muito. Levamos assistência médica, consertamos e reformamos escolas, e a população local espera ansiosamente por todas essas operações que realizamos. Por exemplo, no ano passado, levamos serviços de saúde e atendimento odontológico e também, graças ao Comando Sul dos EUA, entregamos óculos novos para mais de 200 habitantes locais; foi um gesto muito bem recebido, porque, na crise econômica que o Suriname atravessa no momento, não é possível ter um atendimento de saúde da mais alta qualidade.

Diálogo: A parceria com a Guarda Nacional de Dakota do Sul, como parte do Programa de Parceria Estatal da Guarda Nacional dos EUA, tem se concentrado em intercâmbios de especialistas em assuntos específicos (SMEEs) com as SAF. Qual é a importância desses SMEEs?

Cel Kioe A Sen: A parceria estatal com Dakota do Sul é uma parceria valiosa. Compartilhamos experiências, conhecimentos e nos concentramos em SMEEs. Nem sempre é necessário investir milhões de dólares em compromissos. Os SMEEs também são uma ótima oportunidade para nossos militares se envolverem com militares estrangeiros.

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