Sesc Jundiaí traz programação de literatura e dança no sábado e música para crianças no domingo

Neste fim de semana com feriado prolongado, o Sesc Jundiaí não abre no dia 15 de abril (sexta-feira santa), mas garante atrações para toda a família aproveitar no final de semana.

No dia 16, às 15h, tem bate-papo literário com o jornalista radicado em Jundiaí, João Pedro Bara Filho, que vem conversar sobre o seu livro ‘Memórias Irrisórias: revelações de uma esquecida caixa preta’ com Alline Lola e Lucas Trabachini, educadores do Sesc. Apesar da rica trajetória no meio jornalístico, foi no LAIÁ – Laboratório Aberto de Iniciação Artística, do Sesc Jundiaí, que João Pedro decidiu se arriscar na literatura e escrever seus primeiros livros Para conferir, basta retirar ingresso 1h antes na Central de Atendimento.

Nos dias 16 e 17/4 (sábado e domingo), das 14h às 17h, o workshop ‘Danças Ruandesas’, com ManziMbaya, é oportunidade única para interessados nessa arte acessarem saberes sobre as danças tradicionais ruandesas. Em breve passagem pelo Brasil, o dançarino e performer de Kigali (capital de Ruanda), compartilha seu conhecimento sobre os ritmos que traz consigo – de origem diferente das danças de matriz nagô que chegaram ao Brasil na diáspora – e que ajudam a ampliar repertórios e imaginários sobre as África(s) e sobre a dança em si. Para garantir seu lugar, é preciso inscrever-se pelo endereço inscricoes.sescsp.org.br.

E fechando o feriadão, no dia 17, às 16h, é o momento de curtir a ‘Violinha Contadeira’ do violeiro e compositor Paulo Freire. No show, acompanhado de sua viola, o músico toca, canta e narra causos ligados à mitologia brasileira, trazendo personagens como Curupira, Mapinguari, Rairu e Caro Sacaibo. A narração é intercalada por canções que Freire aprendeu com grandes mestres violeiros do sertão e também por composições autorais. Crianças até 12 anos não pagam ingresso, e os responsáveis pagam a partir de R$ 12,00.

Sobre os artistas

ManziMbaya (ManziMbaya Abdoul Hakim) é bailarino, ator e um dos principais nomes jovens da dança em Kigali, capital de seu país, Ruanda. É coreógrafo e professor de dança desde 2016, dançando profissionalmente há cerca de 10 anos. Sua experiência vai desde aulas e vivências corporais em dança e teatro até a elaboração de coreografias para companhias de dança e preparação corporal para o mercado audiovisual. É diretor criativo e Fundador da “The Journey Space”, um estúdio de criação multimídia que produz podcasts e conteúdo audiovisual desde 2020.

Experimentou em sua trajetória uma mistura de danças tradicionais de seu país e de danças urbanas e contemporâneas, o que lhe confere uma interessante e diversificada bagagem artística. Suas aulas misturam danças tradicionais com os estilos Afrobeat (um estilo diferente daquele popularizado pelo multi-instrumentista Fela Kuti) ,Afrohouse&HipHop. Em 2020, Manzi coreografou o filme afrofuturista “Neptune Frost” dirigido pelo artista estadunidense Saul Williams, conseguindo projeção internacional.

Paulo de Oliveira Freire é violeiro e compositor. Filho do psicanalista e escritor Roberto Freire, começou a tocar violão aos 14 anos por influência do irmão, o músico Tuco Freire. Em 1973, estuda guitarra no Centro Livre de Aprendizagem Musical. Em 1977, sob influência do romance Grande Sertão: Veredas, muda-se para a região do rio Urucuia, Minas Gerais, onde aprende viola com Mestre Manelim. Ao retornar a São Paulo, em 1980, aperfeiçoa-se no violão com Henrique Pinto. Entre 1981 e 1984, estuda em Paris com o violonista uruguaio BethoDavesaky.

De volta ao Brasil, compõe trilhas sonoras para as séries da Rede Globo de televisão: Malu Mulher (1979-1980), Obrigado, Doutor (1981) e Grande Sertão: Veredas (1985). Nelas, dá destaque para a viola, seu instrumento principal. Em 1993, compõe para o programa Globo Rural. O primeiro disco, Rio Abaixo: Viola Brasileira (1995), recebe o Prêmio Sharp de revelação instrumental. O segundo, São Gonçalo (1998), mescla música e contação de histórias, marca de seu trabalho. Em 2000, lança o independente Lambe Lambe, disco encartado no livro com faixas autorais como “Manuelzão”, “Lagoa Encantada” e “Seu Téo”. Em 2003, cria o selo Vai Ouvindo e, por ele, produz o coletivo Esbrangente, com Roberto Corrêa (1957) e Badia Medeiros (1940), o infantil Brincadeira de Viola e o eclético Vai Ouvindo, com algumas de suas canções. Do mesmo selo são Redemoinho (2007), e o CD-livro Nuá: As Músicas dos Mitos Brasileiros (2009).

Além de música instrumental, Freire compõe canções. “Bom-Dia”, parceria com Swami Jr. (1958), é gravada por Zizi Possi (1956) e Virgínia Rosa (1966). Como violeiro, grava com Arnaldo Antunes (1960), Mônica Salmaso (1971) e Luiz Tatit (1951). Entre 1999 e 2000, participa do Grupo Anima e, entre 1997 e 2001, da Orquestra Popular de Câmara. É autor do livro Eu Nasci Naquela Serra (1996), sobre a trajetória de Angelino de Oliveira (1889-1964), Raul Torres (1906-1970) e Serrinha (1917-1978), além de publicar romances e livros de causos.

Sobre o autor

João Pedro Bara Filho, jornalista e quase engenheiro, começou sua carreira como repórter na Folha de São Paulo, em 1974. Foi editor-assistente na Editora Abril e editor-chefe de revistas dedicadas ao tênis. Há 5 anos reside em Jundiaí, cidade que o acolheu e proporcionou novas experiências, como o reencontro com a escrita literária amadora de toda uma vida. Resultando em duas publicações ‘Memórias Irrisórias’ e ‘Poemas Latentes’. O ponto de partida do primeiro livro foram inúmeras anotações exumadas de uma caixa preta, abandonada há quase meio século. Já o segundo foi fruto das muitas andanças com a câmera do celular.

SERVIÇO

Bate-papo
Memórias Irrisórias
Com João Pedro Bara Filho
Dia 16, às 15h
20 vagas. Retirada de ingressos 1h antes, na Central de Atendimento.
Biblioteca
Classificação: livre
Grátis

Workshop
Danças Ruandesas
Com o dançarino e performer ManziMbaya
Dias 16 e 17/4, das 14h às 17h
Inscrições pelo site inscricoes.sescsp.org.br, a partir das 14h, do dia 29/mar. Atividade sequencial
Local: Sala de Múltiplo Uso 2
Classificação: 16 anos
Grátis

Show
Violinha Contadeira
Com o violeiro Paulo Freire
Dia 17/4, às 16h
Teatro
Classificação: livre
Ingressos: 12,00 (meia e credencial plena) e 24,00 (inteira); grátis para crianças até 12 anos

Venda de ingressos
On-line pelo endereço: sescsp.org.br/jundiai
Na bilheteria física: Avenida Antônio Frederico Ozanan, 6600 – de terça a sexta, das 9h às 21h30; sábado e domingo, das 10h às 18h30.

O que é necessário para acessar a unidade:

Pessoas com mais de 12 anos devem apresentar comprovante de vacinação contra covid-19, evidenciando duas doses ou dose única.

Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar comprovante vacinal de uma dose (conforme calendário do município).

Os comprovantes podem ser em formato físico (carteirinha de vacinação) ou digital acompanhado de documento com foto.

O uso da máscara é recomendado durante a permanência na unidade.
Em caso de atividade que exija ingressos, será necessário apresentar o ticket com QR Code na entrada do evento.

Retirada de ingressos
Bilheteria física: Avenida Antônio Frederico Ozanan, 6600, Jardim Botânico, Jundiaí

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