O “uso robusto da força” por forças policiais internacionais e a utilização de ativos militares são necessários para restaurar a lei e a ordem no Haiti e desarmar as gangues do país, disse o secretário-geral da ONU, António Guterres, em relatório enviado ao Conselho de Segurança ao qual a Reuters obteve acesso nesta terça-feira.
No ano passado, o Haiti pediu ajuda internacional para combater a violência na capital, Porto Príncipe. Guterres sugeriu em outubro que os países enviassem uma “força de ação rápida” para apoiar a polícia do Haiti.
O relatório do secretário-geral circulou entre os 15 membros do Conselho de Segurança nesta terça-feira e realçava duas potenciais opções da ONU: fornecer apoio logístico para uma força multinacional e para a polícia haitiana e fortalecer a missão diplomática da ONU já presente no país.
“O contexto atual do Haiti não está conduzindo à paz”, escreveu Guterres. “Nada menos que um uso robusto da força, complementado por uma série de medidas não tradicionais, por uma força policial multinacional capaz, especializada e equipada com ativos militares e coordenada com a polícia nacional será suficiente para atingir esse objetivo.”
Forças de paz da ONU chegaram ao Haiti em 2004, depois de uma rebelião que levou à destituição e ao exílio do então presidente, Jean-Bertrand Aristide. As missões deixaram o país em 2017 e foram substituídas pela polícia da ONU, que saiu da região em 2019.
A presença armada da ONU atrai desconfiança da população. O país não possuía cólera até 2010, quando forças de paz da ONU lançaram esgoto infectado em um rio. Mais de 9 mil pessoas morreram da doença e cerca de 800 mil adoeceram.
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