Sarrubbo fala sobre crime organizado para autoridades dos Estados Unidos, da Argentina, do Paraguai e do Brasil
“Acho que todos sabemos que o crime organizado ultrapassou nossas fronteiras”. Foi desta forma que o procurador-geral de Justiça, Mario Sarrubbo, dirigiu-se às autoridades dos Estados Unidos, da Argentina, do Paraguai e do Brasil na abertura da reunião de trabalho promovida pelo Departamento de Justiça americano nesta terça-feira (23/5), em São Paulo. O objetivo do encontro, com foco na imigração ilegal, é proporcionar a troca de informações e estabelecer uma atuação conjunta para combater as organizações criminosas.
O cônsul dos Estados Unidos na capital paulista, David Hodge, ressaltou a importância de se “difundir boas práticas de atuação conjunta na defesa da legalidade”. Josie Thomas, conselheira do Departamento de Justiça para a Argentina, argumentou que o combate aos crimes cibernéticos e à corrupção deve ser uma prioridade. Juan Manuel Olima Espel, secretário de Análises de Terrorismo Internacional da Procuradoria-Geral da Argentina, alertou para o fato de que todos os países lidam com “um fenômeno transnacional” e, para obter êxito, deve-se apostar em comunicação, confiança e coordenação. “Eu me concentraria na comunicação”, comentou Maria de Los Angeles Arriola Ramírez, diretora nacional de Migração do Paraguai.
“Não falo a sua língua, mas entendo a Justiça como vocês”, disse Brian Skaret, conselheiro do Departamento de Justiça no Paraguai, no seu pronunciamento em inglês. De acordo com Karine Moreno-Taxman, conselheira do Departamento de Justiça no Brasil, a lavagem de dinheiro deve ser combatida pela autoridades de forma integrada. O promotor de Justiça Fábio Bechara, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), participa do encontro.
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