São Tomé – O músico são-tomense João Seria foi encontrado sem vida a 3 de Maio, aos 74 anos, por familiares, em sua casa, na cidade de Santana. Chovem as reacções de pesar à morte de um dos mais emblemáticos artistas do arquipélago.
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São Tomé e Príncipe ainda chora a morte de um dos ícones da sua música. Trata-se de João Seria, que faleceu na quarta feira aos 74 anos de idade.
Não há lágrimas que justifiquem a sua dimensão artística e humana ao longo de mais de 50 anos de carreira. Foi notabilizado no conjunto África Negra nos anos 70, tendo interpretado diversas músicas, uma das quais, Aninha Mué, que significa Minha Aninha em português.
Ele contribuiu para a promoção e preservação do crioulo são-tomense, a língua mais falada no arquipélago e projectou a música do seu país pelos continentes, africano, americano, europeu e asiático.
Fernando António, o seu irmão, conta o sucedido e lamenta a sua morte.
Salgueirinho, como é conhecido no meio musical são-tomense, que actuou no palco vários anos com João Seria, disse que a recente viagem deste cantor à ilha do Príncipe, onde iniciou a sua carreira musical, foi uma despedida.
O Presidente da República, Carlos Vila Nova e o governo, lamentaram a morte de João Seria.
O “General“, como era designado, foi a voz de São Tomé e Príncipe ao longo de uma carreira de mais de 50 anos.
Gabriel João, conhecido na música como ‘General João Seria‘, iniciou uma carreira na música nos anos 1960 na ilha do Príncipe, no conjunto Cabana, passando pelo ‘Sangazuza’ e, mais tarde, pelo grupo África Negra. Com vários concertos internacionais, tornou-se num dos maiores nomes da música são-tomense.
Confira aqui a correspondência de Maximino Carlos.
Correspondência de São Tomé e Príncipe, 5/5/2023
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