Gravou o seu primeiro single em 2018 e há cerca de dois anos, Ruben Teixeira assinou com a produtora RM Family. Em entrevista ao Balai, o artista diz que era a peça que faltava para alavancar a sua carreira que apesar dos desafios que tem enfrentado pelo caminho, tem sido frutífera.
“Estou com a RM Family há cerca de dois anos – já tinha lançado outros projetos anteriormente – e o balanço é extremamente positivo. Às vezes sou muito exigente comigo mesmo, mas, sabendo dos poucos anos que tenho de carreira, as conquistas que já acumulei e que estão no meu currículo são só bênçãos. É algo gratificante e estou contente com a forma que as coisas estão a encaminhar-se.”
Segundo o artista, a cada lançamento há uma conquista diferente. “Digo que cada música está a conquistar o público ou está a reafirmar o sentimento que as pessoas têm por mim”, diz e salienta que a expectativa do público é cada vez alta. “O foco é não dececionar.”
A época da pandemia da covid-19 foi a mais desafiante na carreira do jovem artista que tem levado a sua música a vários palcos nacionais e internacionais. Com a economia do país afetada, o artista conta que na altura o seu antigo manager sentiu dificuldades em dar continuidade ao trabalho que vinham a desenvolver. “Tive algum tempo sem lançar trabalhos novos e na música é preciso ter uma certa frequência de lançamento senão acabas por cair no esquecimento. (…) Fiquei triste porque não pude fazer nada. Era algo que estava fora do meu alcance, não tinha meios financeiros e nem outro tipo de meios para dar continuidade ao meu trabalho”, conta e diz que isso afetou um pouco a sua carreira.
Há cerca de dois anos passou a ser gerenciado pela produtora RM Family e viu a sua carreira a despontar novamente. “A RM Family tem meios para trabalhar, há frequência de lançamentos, gestão de carreira, é algo que veio auxiliar-me. É a peça que estava a faltar na minha carreira.”
O single “Nha Baixinha” é o maior hit do artista e já conta com mais de 2 milhões de visualizações no YouTube. O videoclipe foi gravado na Suíça durante uma tournée que o artista fez pela Europa e a produtora não mediu nem esforços nem meios na produção e, segundo Ruben Teixeira, valeu a pena.
“RM Family fez um grande investimento nessa música. Era algo que já tínhamos em mente, tento sempre fazer algo diferente, não só em termos financeiros. (…) Um artista pode fazer um videoclipe com poucos recursos, mas diferente. Acredito que os artistas em Cabo Verde precisam de inovar mais e focar-se na qualidade. (…) Acho que estamos acomodados, mas devemos ir mais além”, diz e salienta que foi nesse âmbito que produziu “Nha Baixinha”, que contou com um cenário luxuoso com direito a helicóptero e lamborghini (uma marca italiana de automóveis desportivos de luxo e de alto desempenho).
Sem contar com a passagem, o artista afirma que gastou cerca de 300 contos na gravação do videoclipe. “Foi um investimento que compensou. O retorno foi ainda maior. Esse ano já realizei vários shows em todas as ilhas e na Europa.”
Recentemente, o artista e compositor filho de pais foguenses lançou mais dois singles no mercado “Ka bu Bai” e “Bu Mininu”, que conta com a participação especial de Sos Mucci, “um artista que Ruben respeita pela visão que tem e pelo contributo que tem dado para a música de Cabo Verde.”
“Bu Mininu” é uma homenagem às mães e foi feita “a base de lagrimas”. “É a música que mais mexe comigo. Faz-me viajar no tempo, recordo de quando era pequeno e jogava a bola. É uma música muito especial”, diz e afirma que hoje é um orgulho para a família.
No ano passado, numa entrevista ao Balai, Ruben Teixeira afirmou que queria ser um dos grandes artistas de África e ser reconhecido internacionalmente, mas diz que primeiro tem de se focar em conquistar o mercado nacional.
Pretendia lançar uma EP ou um álbum no mercado, adiou este sonho e promete aos fãs que podem esperar trabalhos inovadores no que tange a vídeos, letras ou géneros.
O maior sonho do artista é conseguir cada vez mais o respeito do público, singrar no mercado nacional e internacional de forma a atingir uma estabilidade financeira para ajudar a família.
“O meu sonho é ajudar as pessoas ao meu redor, a minha mãe, o meu pai, as minhas tias, se conseguir isso sou um homem feliz. (…) Não acho certo nesse momento eu atingir uma estabilidade financeira e esquecer dos outros, porque de certa forma acabo por sentir as suas dores também”, conclui.
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