RTP e RDP África suspensas na Guiné-Bissau por “ordens superiores”

“Esta suspensão surge no seguimento de um comunicado divulgado este fim-de-semana sobre a cobertura feita por estes órgãos de comunicação social à cimeira da CEDEAO, realizada no País”, lê-se.

Entretanto, a Inforpress teve acesso ao comunicado do Governo da Guiné-Bissau, onde diz ter constatado que, de “forma sistémica”, o canal televisivo RTP-África e a rádio RDP-África tem feito uma cobertura mediática tendenciosa da atualidade política guineense, “permitindo ofensas, acusações desonestas ao Presidente da República da Guiné-Bissau, democraticamente eleito, “a quem acusam de tudo, de modo despudorado, de criminosos”.

“Vem, o Governo, por este meio manifestar a sua mais profunda indignação, mais uma vez, de todas as injúrias, difamações e acusações, terminologias levianamente proferidas, por comentadores marginais, frustrados, escolhidos a dedo para o efeito, sem nenhuma base factual, contra o bom nome pessoal, do Chefe de Estado e contra a nação guineense”, prosseguiu.

Ao invés de noticiar de forma positiva a primeira cimeira dos chefes de Estado da África Ocidental a decorrer na Guiné-Bissau, feito que acontece pela primeira vez no País, após cinquenta anos de independência, disse o Governo que “entende esta gentalha desqualificada” visar o Presidente Embaló como forma de amenizar o impacto de mais “uma grande vitória para a diplomacia guineense”.

“O Governo vem desta forma, condenar firmemente estas coberturas tendenciosas da atualidade politica guineense, feita por essa imprensa portuguesa e, mais uma vez, apelar pelo cumprimento das leis editoriais democráticas, livres e justas. Desta forma exige a reposição da verdade, sob pena de tomar medidas retificadoras”, concluiu.

Inforpress

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