Privatização da Correios de Moçambique deixa trabalhadores em situação de incertezas

Era das empresas públicas mais representadas no país e hoje, passa para a história, por conta de um decreto do governo que entende que, efetivamente, a Correios de Moçambique, já era.

Adriano Maleiane, Ministro da Economia e Finanças justificou a decisão, dizendo que já era hora de libertar o Estado da responsabilidade do serviço postal e entregar ao privado.

A empresa acompanhou a história do país. Levou e partilhou, através de cartas e encomendas, histórias e notícias, tristes e alegres, de amores e desamores, de um canto para o outro. Depois de passar por transformações de Empresa Estatal para Empresa Pública, parou no tempo e sucumbiu pelo ritmo da tecnologia.

“A empresa não consegui acompanhar as mudanças que se registaram e o seu objecto social está ultrapassado” disse Raimundo Matule, Administrador do Instituto de Gestão do Património do Estado.

A empresa é extinta, deixando cerca de 350 trabalhadores com lágrimas no canto do olho.

“Ficamos todos surpresos com a decisão e estamos todos tristes e sem saber o que fazer e será o nosso destino” disse Elias Chirindza, Secretário do Comité Sindical da Empresa.

Durante ano e meio vai decorrer o processo de liquidação da empresa. A ideia é avaliar o património e as dívidas da empresa, quanto aos trabalhadores.

A VOA sabe que neste momento há, pelo menos, um grupo empresarial alinhado para adquirir o património e dar seguimento ao trabalho da Correios de Moçambique, em outro formato e novos serviços, contudo, as confirmações são remetidas para outras ocasiões.

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