Presidenciais na encruzilhada entre Taipé e Pequim no Paraguai

Os paraguaios vão hoje às urnas para votar nos cargos de governador, senador, deputado e presidente. A eleição para definir quem comandará o Executivo com sede em Assunção também será uma forma de plebiscito sobre o futuro das relações do país sul-americano com a China – quer seja representada por Taipé ou por Pequim.

O candidato da Oposição, Efraín Alegre, afirmou em janeiro e reafirmou este mês a necessidade de reavaliar a situação com Taiwan, queixando-se de não ver o território asiático “a fazer o mesmo esforço que o Paraguai” nas relações diplomáticas. “Se optarmos por Taiwan, como tem sido feito, significa que estamos a perder todas as oportunidades que se observam de um relacionamento com a China, o que não é pouca coisa”, salientou o presidenciável.

O Paraguai é o maior país do Mundo e o único da América do Sul a reconhecer a República da China – sediada na ilha Formosa e com Taipé como capital – em vez da República Popular da China – o país continental e populoso com o poder central em Pequim, liderado pelo Partido Comunista Chinês. Taiwan mantém ainda relações diplomáticas com outros 12 estados soberanos: Belize, Essuatíni (antiga Suazilândia), Guatemala, Haiti, Ilhas Marshall, Nauru, Palau, São Cristóvão e Neves, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas, Tuvalu e Vaticano.


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