“É o senhor Stephan Welk exonerado das funções de Conselheiro Especial do Presidente da República”, lê-se no decreto presidencial 6/2022, datado de segunda-feira e assinado por Carlos Vila Nova.
O chefe de Estado são-tomense justifica a decisão com a necessidade de “acautelar a imagem externa” de São Tomé e Príncipe face às notícias que indicam que o exonerado “encontra-se sob processo de investigação”.
Stephan Welk foi nomeado em 27 de janeiro passado conselheiro especial do Presidente são-tomense para prestar “informações técnicas especializadas” a Carlos Vila Nova, no âmbito das relações internacionais, para lhe permitir, “em concertação com o Governo, encontrar mecanismos plausíveis que possibilitem a busca de melhores soluções para o desenvolvimento socioeconómico do país”, de acordo com o decreto presidencial de nomeação.
Nos últimos dias, surgiram nas redes sociais informações que ligam Stephan Welk, que foi igualmente conselheiro do anterior Presidente, Evaristo Carvalho, a “tráfico de influências”, rumores de que Carlos Vila Nova disse à Lusa, na semana passada, ter tido agora conhecimento.
“Ao tomar essa decisão [de nomeação], só tinha informações boas, quer em termos de aconselhamento, quer em termos do próprio currículo do tal conselheiro”, comentou.
Após o que surgiu nas redes sociais, o Presidente deu instruções “para a obtenção de informações complementares” e, disse em entrevista à Lusa, em Lisboa, que iria “confirmar essa situação” no seu regresso ao país, no sábado, após uma visita de Estado a Portugal.
“Tomarei a melhor decisão, porque se foi menos bom, corrige-se e se não serve também deixa de existir”, explicou.
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