Com a aproximação do inverno e o aumento de casos […]
Com a aproximação do inverno e o aumento de casos de Covid-19 na Europa, surge uma preocupação nos Estados Unidos quanto a possibilidade de uma nova onda da doença com as novas variantes. Raywat Deonandan, epidemiologista de saúde global e professor na Universidade de Ottawa escreveu que, embora a doença esteja se tornando endêmica em diversas partes no mundo, o surgimento de novas variantes e a queda na imunidade e nas restrições podem modificar esse cenário.
Embora haja um contexto geral de diminuição dos casos de Covid-19 nos EUA, recentemente foi constatado um crescimento nas hospitalizações pelo vírus em Ontário, Quebec, Manitoba, New Brunswick e B.C. Ainda, os especialistas apontam que no passado o contexto europeu foi um prenúncio do que ocorreu entre os norte-americanos. Contudo, Justin Lessler, epidemiologista da Universidade da Carolina do Norte, destacou a um veículo local que não se sabe ainda se o aumento de casos está ligado a uma maior suscetibilidade das pessoas às novas subvariantes, além do fato de que cada país possui diferentes níveis de imunidade.
As estimativas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontam que a subvariante Omicron BA.5 é dominante no país, representando 68% dos casos mais recentes. Porém, há um crescimento de várias novas sublinhagens – principalmente BQ.1 e BQ.1.1, as quais podem representar 11,4% dos casos de Covid-19 registrados nos EUA em outubro.
Ainda não existe uma certeza se essas variantes circularão juntas ou se uma delas irá superar as demais, como nas ondas anteriores. Por enquanto, sabe-se que elas compartilham muitas mutações iguais, o que é conhecido como evolução convergente e leva alguns especialistas a apostarem que nessa nova fase haverá uma circulação simultânea das variantes.
Mediante esse contexto da emergência de novas variantes com potencial de evitar a imunidade, estudos são realizados e divulgados com o intuito de evitar uma possível nova onda. Uma pesquisa do Qatar apontou que uma infecção anterior por Omicron proporcionou proteção contra futuras reinfecções das subvariantes BA.1 e BA.2, mas não contra BA.4 e BA.5; enquanto isso, outro estudo publicado no JAMA indicou que duas ou três doses de uma vacina de mRNA COVID-19 em pessoas que tiveram infecções anteriores propiciaram forte proteção contra a Omicron.
Nesse sentido, não há uma certeza ainda quanto a eclosão de uma nova onda, mas os especialistas afirmam que, como ponto positivo, a população está muito mais imunizada do que no último inverno, dado que, além do fato de que muitas pessoas foram vacinadas, muitas também já contraíram o vírus, aumentando a imunidade.
Ainda, foi constatado que a vacina de reforço bivalente, autorizada em setembro, protege contra cepa original e as subvariantes BA.4 e BA.5. Porém, como contraponto, a adesão ao último reforço ainda é baixa e, segundo o CDC, menos de 10% da população elegível recebeu um reforço bivalente atualizado após seis semanas da campanha correspondente.
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