Portugueses repatriados elogiam autoridades: “O que Portugal fez foi espantoso”
152 portugueses e 14 estrangeiros aterram em Lisboa, vindos de Israel.
Eram 10h43 quando 152 portugueses e luso-israelitas chegaram na quarta-feira ao Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, após terem sido retirados de Israel com a ajuda da Força Aérea. Maioritariamente turistas, mas também alguns portugueses que escolheram viver em Israel.
“A decisão de regressar não foi imediata, porque temos a nossa vida e o nosso trabalho em Israel, mas uma vez que estou no fim da gravidez tornou-se imperativo regressar. A nossa ideia é depois regressar”, disse Ana Rita Cavaco, grávida de sete meses.
A forma como as autoridades geriram o repatriamento dos portugueses e luso-israelitas foi elogiada.
“O que Portugal fez foi espantoso, foi incrível. Não poderíamos esperar melhor. Fomos recolhidos no aeroporto em Telavive, foi tudo muito bem organizado, não tivemos que esperar muito, embarcámos no avião militar, foi uma hora de voo até Chipre, aí fomos recebidos pelos serviços de Proteção Civil, passámos a noite, e sentimo-nos mesmo em segurança”, disse Tamara da Silva, uma luso-israelita que chegou com o marido português e os três filhos, de 7, 5 e 1 ano e meio.
O ministro dos Negócios Estrangeiros recebeu no aeroporto as 166 pessoas que fugiram do conflito em Israel. Além dos portugueses, viajaram no mesmo voo 14 cidadãos de outras nacionalidades, incluindo espanhóis, irlandeses, búlgaros e lituanos.
“Estamos satisfeitos com o facto de ter sido possível fazer esta operação em circunstâncias muito difíceis”, afirmou João Gomes Cravinho, adiantando que está prevista para hoje [quarta-feira] a chegada de um C-130 com mais quatro portugueses. Há ainda mais cerca de 2000 portugueses nas listas consulares, mas não manifestaram, para já, vontade de regressar. Portuguesas encontradas mortas
Rotem Neumann, de 25 anos, e Dorin Atias, de 22 anos, as duas jovens luso-israelitas que estavam desaparecidas em Israel desde sábado, foram encontradas mortas entre as vítimas do festival atacado pelo Hamas. Há ainda mais quatro portugueses desaparecidos em Israel. “Acrescento o meu pesar pela notícia de duas jovens portuguesas mortas e por outros que estão desaparecidos”, lamentou o Presidente da República.
Depoimentos:
“Tudo começou às seis da manhã quando as sirenes começaram a tocar e apercebemo-nos que não era só uma sirene casual. À noite estava a ser mais intenso, aí começámos a ficar mais apreensivos”, Teresa Guimarães;“Vivo lá há 15 anos. Tenho lá trabalho, os meus filhos andam lá na escola. O meu marido é judeu, ele tem o trabalho dele lá e por enquanto não tenciona regressar”, Michaela Lopes;
“Cada vez que ouvíamos uma sirene, íamos para o abrigo. O receio é que numa altura em que a nossa filha pudesse nascer, a situação ainda não estivesse completamente resolvida”, Ana Rita Cavaco.
Sinagoga do Porto vandalizada
A sinagoga Kadoorie, sede da comunidade judaica no Porto, situada na Rua de Guerra Junqueiro, foi vandalizada na madrugada de quarta-feira. No portão foi escrita a frase “Free Palestine”(Libertem a Palestina).
Já no muro pôde ler-se: “End Israel Apartheid” (Acabem com o ‘apartheid’ de Israel). A PSP foi acionada e investiga o ato de vandalismo.
Eram 10h43 quando 152 portugueses e luso-israelitas chegaram na quarta-feira ao Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, após terem sido retirados de Israel com a ajuda da Força Aérea. Maioritariamente turistas, mas também alguns portugueses que escolheram viver em Israel.
“A decisão de regressar não foi imediata, porque temos a nossa vida e o nosso trabalho em Israel, mas uma vez que estou no fim da gravidez tornou-se imperativo regressar.
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