Portugal encontra-se em stresse hídrico alto, segundo este atlas. Quando verificada a informação por país, é a atividade doméstica que mais água consome e mais contribui para esse stresse. As cidades com um valor de stresse (que vai de 0 a 5) mais elevado são Setúbal (4.72), Faro (4.46) e Coimbra (4.14).
Presentemente, os países com maior stresse hídrico são o Chipre, o Catar, o Líbano, o Omã e o Bahrein. As regiões que concentram este tipo de problema são o Médio Oriente e o norte de África. Apesar de o stresse hídrico extremo já afetar gravemente pelo menos um quarto da população total, calcula-se que até 2050 estes números venham a aumentar para mais de mil milhões de pessoas. Nesse ano, espera-se que possam existir cerca de 10 mil milhões de habitantes em todo o mundo.
© 2023 World Resources Institute
Nos países mais afetados, cerca de 83% da população já se depara com um stresse hidrico extremamente alto, o que “põe em risco a vida, o emprego, a alimentação e a segurança energética das pessoas”, aponta a ONG. Ainda assim o problema não fica por aqui. Daqui a 27 anos está previsto que o fenómeno afete 100% da população destes locais.
De acordo com o relatório, a maior mudança irá ocorrer mesmo na África subsaariana, onde está projetado que a procura de água aumente 163%, até 2050.
© 2023 World Resources Institute
Fatores como o crescimento populacional, o desenvolvimento económico e as mudanças climáticas são os que têm vindo a piorar a escassez de água. Contudo, tanto na Europa como na América do Norte, medidas de eficiência hídrica têm limitado este problema.
Quais as soluções?
Em lugares como Singapura e Las Vegas, aponta o World Resources Institute, provou-se que era possível prosperar mesmo sob condições de escassez de água, ao empregar diferentes tipos de técnicas. O relatório apresenta assim várias medidas para evitar que este problema se propague, como por exemplo a implementação de programas estratégicos de alívio de dívida por parte dos bancos em alguns países, em troca de um compromisso de investimento em biodiversidade e estruturas de resiliência ao stresse hídrico; dar prioridade a outras fontes de energia, como a solar e a eólica, que economizem a água; o uso de métodos de rega como o gotejamento; o tratamento e reutilização de águas residuais; e a proteção e restauro de zonas húmidas.
Além destas atitudes, o que poderá faltar é a vontade de as implementar. “O que falta é vontade política e apoio financeiro para tornar essas soluções económicas uma realidade”, lê-se no relatório.
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Vinte e cinco países, onde vive um quarto da população mundial, estão em stresse hídrico extremo, uma situação que surge quando a procura de água por habitante supera em muito a oferta. Neste caso, os países estão a usar pelo menos 80% do seu armazenamento hídrico disponível nas atividades de agricultura, pecuária, indústria e necessidades domésticas. E a par de 50% da população mundial, Portugal encontra-se em stresse hídrico alto, por estar a usar entre 40 e 80% da água disponível. Os dados figuram no WRI Aqueduct Water Risk Atlas, uma ferramenta da organização não-governamental (ONG) ambiental World Resources Institute (WRI).
Portugal encontra-se em stresse hídrico alto, segundo este atlas. Quando verificada a informação por país, é a atividade doméstica que mais água consome e mais contribui para esse stresse. As cidades com um valor de stresse (que vai de 0 a 5) mais elevado são Setúbal (4.72), Faro (4.46) e Coimbra (4.14).
Presentemente, os países com maior stresse hídrico são o Chipre, o Catar, o Líbano, o Omã e o Bahrein. As regiões que concentram este tipo de problema são o Médio Oriente e o norte de África. Apesar de o stresse hídrico extremo já afetar gravemente pelo menos um quarto da população total, calcula-se que até 2050 estes números venham a aumentar para mais de mil milhões de pessoas. Nesse ano, espera-se que possam existir cerca de 10 mil milhões de habitantes em todo o mundo.
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