Mato Grosso do Sul engrossa a reivindicação pela derrubada do pedágio argentino em trecho da hidrovia Paraguai-Paraná. Cobrado desde 1º de janeiro deste ano, o valor é de US$ 1,47 por tonelada aos que navegam entre Porto de Santa Fé e Confluencia.
O titular da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Jaime Verruck, já participou de duas reuniões no Ministério das Relações Exteriores e explica que até o momento a Argentina não explicou o motivo da criação da cobrança, apenas a aplicou.
Portanto, outros países que compõem o Mercosul se mobilizam para derrubar a taxa.
“A ideia é que a Argentina retire de pauta essa cobrança do pedágio. Porque se fosse para beneficiar, para estruturar a hidrovia (tudo bem), mas não. Ela é como cobrar por eixo, por barcaça. E ela cria realmente uma redução da competitividade”, disse.

O engenheiro civil e presidente da Administradora da Zona de Processamento de Exportação de Cáceres, interior do Mato Grosso, Adilson Reis, complementa o raciocínio.
“Isso tira a competitividade do modal hidroviário que é muito desejado por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e em diversos estados que têm uma imensa produção agrícola e que podem ter nesse modal hidroviário uma grande solução para aumento da capacidade de transporte e redução de custo logístico de suas produções”.
O engenheiro ressalta que existe um tratado entre os cinco países que compõem a bacia do Rio Prata (Brasil, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Argentina) desde a década de 1980 para que a navegação seja livre dentro dos rios da região. “Isso inclui a hidrovia Paraguai e Paraná”.
Medidas
De acordo com Verruck os países mais atingidos são Brasil e Paraguai, por isso há união de esforços entre ambos para reverter o cenário. No mês passado uma embarcação paraguaia carregada com soja oriunda de Mato Grosso do Sul foi impedida de seguir na hidrovia.
“Levamos isso no Ministério das Relações Exteriores e já tem uma discussão, uma união principalmente do Brasil com o Paraguai se contrapondo a posição da Argentina. E isso vai ser discutido no âmbito do Mercosul”.
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