O secretário de Estado das Comunidades, Paulo Cafôfo, inicia na quinta-feira um roteiro “Portugal no Mundo: Caminhos para a Valorização das Comunidades Portuguesas” para “reforçar laços” entre os portugueses residentes no estrangeiro e o país, divulgou um vídeo em que manifesta “enorme respeito pela coragem dos que por uma razão ou por outra deram rumo à sua vida fora” de Portugal.
“São verdadeiros embaixadores de Portugal e da língua portuguesa e alargam as nossas fronteiras geográficas e políticas, acrescentando valor económico e cultural, mas também contribuindo para uma nação moderna e próspera e um futuro que já é hoje”, diz o governante no vídeo. Assim, Paulo Cafôfo visitará também Andorra.
Segundo uma nota do gabinete de Paulo Cafôfo, as comunidades portuguesas estão associadas ao Dia de Portugal desde 1978, “reflexo do reconhecimento do seu significado, da valorização da sua ligação ao país de origem e do contributo que podem dar enquanto presença portuguesa no estrangeiro”.
O Governo estima em cerca de cinco milhões os portugueses e lusodescendentes residentes no estrangeiro, incluindo 2,3 milhões de pessoas com morada do Cartão de Cidadão no estrangeiro, e destaca, entre os principais países de fixação de portugueses os Estados Unidos da América, o Brasil e França, “importantes destinos da emigração portuguesa do século XX, e onde as numerosas comunidades se encontram já na terceira geração que, reconhece ainda assim Portugal como uma parte importante da sua identidade”.
A mesma nota lembra que 2.899 cidadãos portugueses e luso-descendentes desempenham funções politicamente relevantes nos países de acolhimento, nomeadamente em França (2.571 luso eleitos), Estados Unidos da América (160), Luxemburgo (34), Canadá (16), Suíça (16), Índia (13), África do Sul (11), São Tomé e Príncipe (10), Brasil (10) Alemanha (9) e Bélgica (9).
Segundo dados do Banco de Portugal, em 2021, as remessas de emigrantes corresponderam a 3.677.760.000 euros, cerca de 1,7% do PIB português, e aumentaram 1,8% em relação a 2010, frisa ainda a nota.
Quando assumiu a chefia do Estado, em 2016, Marcelo Rebelo de Sousa lançou, em articulação com o primeiro-ministro, António Costa, e com a participação de ambos, um modelo inédito de duplas comemorações do 10 de Junho, primeiro em Portugal e depois junto de comunidades portuguesas no estrangeiro.
Em 2020, face à evolução da pandemia da covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa cancelou as comemorações do 10 de Junho que estavam previstas para a Madeira e para a África do Sul e optou por assinalar a data com uma “cerimónia simbólica” no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, apenas com dois oradores e seis convidados.
Em 2021, as celebrações do Dia de Portugal decorreram na Região Autónoma da Madeira.
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