Partilha de 112 entre Portugal e Espanha ainda não avançou. Protocolo foi assinado há seis meses
Em novembro de 2022 na Cimeira Luso-Espanhola que decorreu em Viana do Castelo, o Governo de Portugal e Espanha assinaram um protocolo para a partilha do serviço de emergência médica nos territórios fronteriços de Portugal com a Galiza. O mesmo era para ter avançado logo de imediato, mas tal ainda não aconteceu, como adianta a TSF.
“Tenho a perceção que não saiu do papel. Na prática não está a funcionar, mas não tenho mais informação, nem conheço justificação para tal”, revela o presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Minho, Manoel Batista ao Jornal de Notícias, relativamente à situação.
Segundo adianta a mesma fonte, o protocolo estima que a resposta a situações de urgência seja concedida pelo meio de transporte mais rápido e que esse seja escolhido pelo utente.
Como disse à época a ministra da Coesão Terrotorial, Ana Abrunhosa, a partilha do serviço de emergência tem como propósito que um indivíduo de nacionalidade portuguesa seja socorrido por um serviço de emêrgencia 112 espanhol e depois receba cuidados médicos numa unidade de saúde espanhola e vice-versa.
Ao JN, Manoel Batista refere que “é importante que estes serviços sejam partilhados, mas a verdade é que nós há muito tempo que exigimos mais do que isso. Embora isso possa ser um primeiro passo, foi feito um estudo em 2007-2008 pela Uniminho, entidade que deu origem à AECT rio Minho, sobre a partilha dos serviços de saúde na totalidade. Não só da emergência médica”.
O presidente da Comunidade Intermunicial do Alto Minho acrescenta ao mesmo Jornal que naquele tempo os autarcas da região já pediam que “qualquer cidadão do Alto Minho que tivesse uma situação aguda da área cardiovascular podia usar um dos hospitais de Vigo ou Ourense (Galiza), que estão aqui ao lado e têm essa especialidade”.
Manoel Batista não deixa de reforçar a importância do protocolo. “Ficamos felizes com o primeiro passo da partilha de emergência médica e seria muito útil se estivesse ativa”, concluiu.
Crédito: Link de origem



Comentários estão fechados.