Segundo um comunicado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos – HCDH -, «pelo menos 846 pessoas perderam a vida nos três primeiros meses de 2023, às quais podemos acrescentar 393 feridos e 395 raptos, o que significa um aumento de 28% da violência em relação ao relatório dos três meses anteriores».
O Alto-Comissário, Volker Türk, denunciou um «ciclo de violência sem fim no Haiti»: «A situação de urgência no que diz respeito aos Direitos Humanos necessita uma resposta forte e urgente», acrescentou.
O relatório trimestral da ONU sublinha que o problema não é apenas da violência frequente e extrema, mas também o facto de os gangues tentarem estender o controlo a outras zonas da capital.
Para manter o controlo, os gangues têm vários métodos, inclusive cometer tiroteios contra a população civil sem nenhum objectivo, ou queimar pessoas vivas dentro dos transportes públicos.
O relatório também realçou o facto de haver grupos de ‘auto-defesa’ composto por pessoas da sociedade civil, isto após políticos e jornalistas terem aconselhado a população a lutar contra a violência dos gangues.
Esses grupos já mataram 75 pessoas, inclusive 66 membros de gangues, desde o início do ano.
O Alto-Comissário, Volker Türk, apelou à comunidade internacional a apoiar a polícia nacional de Haiti, e a enviar uma força de apoio para um período limitado no tempo.
Volker Türk também afirmou que o Estado tem por obrigação proteger os cidadãos. Mas a realidade é que o Estado não tem capacidade para reagir contra os gangues segundo o diplomata.
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