Nesta terça-feira (12), a Polícia Federal (PF) realizou a Operação Perfídia, que tem como alvo militares que fizeram parte do Gabinete da Intervenção Federal (GIF) no Rio de Janeiro em 2018, bem como empresários.
A investigação tem o objetivo de apurar possíveis irregularidades no uso dos recursos do programa, que totalizaram R$ 1,2 bilhão. O general Walter Souza Braga Netto, que foi nomeado como interventor na época, está sob investigação e teve a quebra de seu sigilo telefônico autorizada pela Justiça.
Segundo a PF, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, em São Paulo e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão, e Braga Netto não é alvo de mandados.
Leia mais:
Danilo Cavalcante: veja como o criminoso foragido nos EUA conseguiu fugir do Brasil após seu 1º homicídio
Jogador da seleção é afastado de clube europeu após ser acusado de agredir ex-namorada
Investigação da PF iniciou após aviso de autoridades americanas
Em fevereiro do ano passado, o governo dos Estados Unidos comunicou às autoridades brasileiras sobre as possíveis irregularidades enquanto investigava o atentado ao presidente do Haiti, Jovenel Moïse, ocorrido em julho de 2021.
A Agência de Investigações de Segurança Interna dos Estados Unidos (Homeland Security Investigations, ou HSI) descobriu que a CTU Security LLC ficou responsável pelo fornecimento de logística militar para executar Jovenel Moise e substituí-lo na Presidência do Haiti por Christian Sanon, um cidadão americano-haitiano.
A HSI passou a examinar conexões e contratos da CTU e localizou o do fornecimento de coletes para o GIF.
Segundo a PF, a CTU celebrou o contrato 79/2018 com o GIF, após a dispensa de licitação 27/2018, em 31 de dezembro de 2018 — último dia da intervenção — no valor de US$ 9.451.605,60 (valor global de R$ 40.169.320,80 do câmbio à época), tendo recebido integramente o pagamento do contrato em 23 de janeiro de 2019, através do documento 2019OB800004.
Após a suspensão do contrato pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o valor foi estornado em 24 de setembro de 2019. Nenhum colete foi entregue.
Além desta contratação, a Operação Perfídia investiga o conluio de duas empresas brasileiras que atuam no comércio proteção balísticas e formam um cartel deste mercado no Brasil. Tais empresas possuem milhões em contratos públicos.
Fonte: G1
Crédito: Link de origem



Comentários estão fechados.