Nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a renovação do mandato do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti, Binuh. A extensão vai até 15 de julho de 2024.
O texto votado foi elaborado pelos Estados Unidos e Equador. A sessão acontece semanas após a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, ao país caribenho. No começo deste mês, ele esteve com o primeiro-ministro do Haiti, Ariel Henry.
Violência de gangues no Haiti aterroriza população
Ajuda da comunidade internacional
Com o agravamento da violência causada pelas gangues, o chefe das Nações Unidas vem reforçando seu pedido de apoio ao Haiti. Ele defende o envio de força internacional para apoiar a Polícia Nacional.
Embora a resolução pela continuação do mandato tenha sido adotada com total consenso, os membros do Conselho divergem quanto à resposta para a crise, especialmente sobre uma possível missão de paz no terreno.
O Brasil apoiou o Haiti em missões no passado e ocupa um assento rotativo no Conselho de Segurança até o final deste ano. O representante brasileiro na sessão, Guilherme Bayer, alerta para o agravamento da situação e pede um monitoramento constante.
Ele adicionou que espera que a ONU apresente todas as possibilidades aos países-membros do órgão e que qualquer decisão futura leve em consideração as vontades do povo haitiano.
Além disso, o conselheiro da Missão do Brasil na ONU afirmou que as causas da violência, como as desigualdades e instabilidade, devem ser levadas em consideração.
O representante do Haiti também falou aos membros, elogiando a renovação e pedindo mais contribuição ao pedido do país por ajuda no controle da violência.

Haiti encara dificuldades de acesso à água limpa e segura que acompanhada por surtos de cólera
Situação no país
Os últimos dados da ONU sobre a situação no Haiti apontam a piora da situação. Em maio, houve um aumento de 28% no número de pessoas mortas, feridas ou sequestradas em comparação com o trimestre anterior.
O relatório anual mais recente do secretário-geral sobre crianças em conflitos armados, apresentando em junho, lista o Haiti pela primeira vez como uma “situação preocupante”.
As necessidades humanitárias no Haiti também pioram. Estudos da ONU apontam que aproximadamente 5 milhões de pessoas, ou quase metade da população haitiana, podem sofrer com insegurança alimentar aguda.
O relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e do Programa Mundial de Alimentos, PMA, sobre insegurança alimentar aguda, classificou o Haiti pela primeira vez como um “ponto de fome da maior preocupação”.
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