O turista só vem para Cabo Verde se tivermos algo muito particular para lhes apresentar, defende ministro
Carlos Santos fez estas considerações no encerramento da cerimónia de entrega dos certificados de formação do Programa de Capacitação de Experiências Turísticas Locais em São Vicente.
Segundo o governante, não adianta querer repetir experiências de outros países, porque Cabo Verde tem um “infindável potencial” que pode “transformar em produto turístico, embrulhar bem e vender bem ao turista”.
Neste sentido, defendeu que se deve colocar o foco na estratégia da diversificação, não olhar para o preço, mas, sim, para a diversificação do sector e a diferenciação na política de promoção e de apresentação de produtos.
“Só assim é que nós poderemos fixar a nossa posição neste grande mercado competitivo que existe a nível mundial”, sustentou recordando o exemplo dos Estados Unidos que, apesar de ser a primeira potência mundial, continua a apostar no turismo “de forma proactiva”.
“Isto tem algum significado. Então, mormente no nosso caso em que somos bafejados por belíssimas paisagens, por praias bonitas, por um povo que acolhe bem nós temos todas as condições de tirar esse proveito e transformar. E aqui, a palavra de ordem é como é que podemos embrulhar os produtos, que são os produtos culturais, os produtos que a natureza nos deu e transformá-los em produtos turísticos”, exemplificou.
Para Carlos Santos “este é um exemplo de como é que a incitativas locais podem começar a preencher e a diversificar o leque de soluções” àquilo que se pode apresentar às visitas porque, salientou, “o turismo não é mais do que gastar tempo e dinheiro para as próprias comunidades, preservando os recursos para as gerações atuais e vindouras”.
Segundo o ministro do Turismo todos estão a ganhar consciência de que só se pode almejar um crescimento que seja contínuo e cada vez mais sustentado, que possa ter impacto nas famílias e nas empresas cabo-verdianas, se se conseguir apresentar algo diferente e seja valorizado também pelo turista.
“Vejam que, cada vez mais, do lado da procura estamos a ter uma preocupação do turista que está cada vez mais responsável, com o lixo, com a reciclagem com aquilo que nós fazemos das pequenas florestas que ainda vão existindo nalguns parques designadamente em Santo Antão, São Nicolau e Fogo e que nos leva também a esta preocupação” elucidou o governante.
No seu entender isto induz também à mudança de comportamento por parte dos operadores, pelo que, agora devem ter a capacidade de transmitir essa mudança para a juventude para que eles assumam o turismo com responsabilidade.
Inforpress
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