Após o fim do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, América, Atlético e Cruzeiro vivem situações bem diferentes – mas nenhum deles está na melhor das fases. Assim, não é exagero dizer que, no returno, o trio mineiro terá uma meta em comum: de melhorar o desempenho, cada qual dentro de suas possibilidades e ambições. Baseado nos cálculos do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Estado de Minas projeta o que americanos, atleticanos e cruzeirenses podem alcançar na metade final da competição. E quais são as ameaças que ainda estão pelo caminho.
Com apenas 10 pontos em 18 jogos, o Coelho entrará no returno do Brasileiro na lanterna. A situação é bem complicada e o time precisa urgentemente de voltar a vencer no campeonato para somar os pontos que poderão tirá-lo da zona de rebaixamento. Mas o retrospecto não ajuda: são apenas duas vitórias no Nacional (contra Fortaleza e Corinthians), quatro empates e 12 derrotas.
O América está oito pontos atrás do Bahia, primeiro clube fora do Z-4, porém tem um jogo a menos – contra o Vasco, da 15ª rodada, adiado devido ao compromisso americano contra o Corinthians na Copa do Brasil, em 15 de julho.
Mesmo com a possibilidade de diminuir a diferença para cinco pontos, os especialistas em probabilidades afirmam que o Coelho tem 89,5% de chances de ser rebaixado à Série B, competição que não disputa desde 2020.
Por outro lado, os torcedores americanos querem se apegar aos números positivos. Enquanto as chances são altas de ser rebaixado, o número que indica a probabilidade de seguir no Brasileiro alimenta a fé da torcida. Sem vencer no campeonato desde 3 de junho, o time tem 10,5% de chances de permanecer na elite.
A possibilidade de garantir vaga na Sul-Americana, hoje, é irrisória: 1,1% de chances, segundo cálculos da UFMG. Repetir a classificação à Libertadores, via Brasileiro, está fora do horizonte (0,031% de probabilidade), com o rendimento atual. Mas há outra via para chegar lá, uma vez que a equipe está nas quartas de final da Sul-Americana, contra o Fortaleza, e, com o título do torneio, garantiria vaga direta na Libertadores.
O Coelho volta a campo pelo Brasileiro no sábado, às 18h30, contra o Fluminense, no Maracanã.
O Atlético encerrou o turno em 10º lugar, com 27 pontos – de sete vitórias, seis empates e seis derrotas. Após fracassos nos mata-matas e um desempenho abaixo das expectativas no primeiro turno do Brasileiro, garantir uma vaga na Copa Libertadores se tornou o principal objetivo na sequência da temporada. As contas da UFMG levam em consideração um cenário com seis vagas por meio da competição nacional.
Segundo os matemáticos, o Galo tem 24,3% de chances de se classificar ao principal torneio continental. O alvinegro é o nono com maior probabilidade de garantir uma vaga. De acordo com as contas da UFMG, o Atlético só fica atrás do São Paulo nas probabilidades de se classificar à Copa Sul-Americana de 2024. O Galo tem 52,1% de chances de jogar a competição na próxima temporada. São seis vagas por meio do Brasileiro.
Com nove pontos de vantagem para o Santos, primeiro na zona de rebaixamento, a chance de nova queda para o Galo é ínfima. Neste momento, tem apenas 2,6% de probabilidade de cair para a Série B. Mas a possibilidade de título é ainda menor. O Atlético está a 20 pontos do líder Botafogo (47), que tem a conquista encaminhada e 90,7% de possibilidade de ficar com a taça. A probabilidade de um tricampeonato para o Galo é de 0,13%.
O próximo compromisso do alvinegro no Campeonato Brasileiro é contra o Vasco, que é o vice-lanterna e briga contra o rebaixamento. A partida será disputada às 11h do domingo, no Maracanã.
O Cruzeiro inicia a segunda metade da Série A na 12ª colocação, com 24 pontos – seis vitórias, seis empates e sete derrotas. O sonho da gestão de Ronaldo Fenômeno é levar a equipe mineira de volta a um torneio organizado pela Conmebol. Para isso acontecer, os jogadores terão que ter um desempenho mais sólido no returno.
Segundo os números do Departamento de Matemática da UFMG, a chance de o Cruzeiro conquistar o título nacional é de míseros 0,012%.
Em se tratando de Libertadores, a situação melhora um pouco: 7,2% de chance de umas das vagas brasileiras ficar com a Raposa. Mas a equipe está atrás de outros 13 times na lista montada pela UFMG. Para aumentar suas chances de classificação, precisa torcer para que o G-6 vire G-8.
Nas últimas quatro temporadas, o Brasil mandou pelo menos oito representantes para a Libertadores. Esse número se deve ao fato de os últimos quatro vencedores do torneio serem do país. No ano passado, foram nove brasileiros na disputa.
Para alcançar a menor marca registrada nesse período (53), o Cruzeiro precisa conquistar 29 dos 57 pontos possíveis no segundo turno. A Sul-Americana é o alvo de maior probabilidade hoje: o Cruzeiro tem 39,% de chance de disputar a próxima edição. Os matemáticos da UFMG afirmam que a pontuação 100% segura para garantir vaga no torneio é 56. Para atingir esses números, a equipe estrelada precisa fazer 32 pontos no returno – 56,1% de aproveitamento. Na metade inicial do campeonato, a Raposa teve 42,1% de aproveitamento.
Agora, o fantasma maior: o rebaixamento para a Segunda Divisão. Gira em torno de 11% a probabilidade de novo descenso da Raposa. Esse ranking é liderado pelo América (89,5%), que é seguido por Vasco (76%), Coritiba (75,5%), Santos (54,5%), Bahia (47,1%) e Goiás (17,3%).
No sábado, às 21h, o Cruzeiro inicia a caminhada no returno em casa, contra o Corinthans, às 21h.
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