“A força virá proximamente. Na próxima semana elementos do Estado-Maior General estarão aqui e a força vai instalar-se. Não será a primeira vez que a força vem à Guiné-Bissau. É a segunda vez, é um regresso”, afirmou Hamidou Boly.
O novo representante da CEDEAO no país falava aos jornalistas no Palácio da Presidência, após ter entregado as cartas credenciais ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.
Hamidou Boly disse também que ouviu o chefe de Estado sobre como podem trabalhar em conjunto no reforço das instituições na Guiné-Bissau e no reforço no planos económico, de desenvolvimento e social.
Em 01 de fevereiro homens armados atacaram o Palácio do Governo da Guiné-Bissau, onde decorria um Conselho de Ministros, com a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro, Nuno Nabiam.
O Presidente considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado que poderá também estar ligada a “gente relacionada com o tráfico de droga”.
As autoridades detiveram cerca de 60 pessoas, segundo dados da Liga Guineense dos Direitos Humanos.
Na sequência dos acontecimentos, a CEDEAO anunciou o envio de uma força de apoio à estabilização do país.
A Guiné-Bissau é um dos países mais pobres do mundo, com cerca de dois terços dos 1,8 milhões de habitantes a viverem com menos de um dólar por dia, segundo a ONU.
Desde a declaração unilateral da sua independência de Portugal, em 1973, sofreu quatro golpes de Estado e várias outras tentativas que afetaram o desenvolvimento do país.
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