Na “Princesinha do Paraguai”, falta de infraestrutura frustra moradores | RDNEWS

Pesquisa ouviu 600 moradores de 25 bairros de Cceres para mapear os principais problemas da cidade

Situada na região de fronteira com a Bolívia e com população estimada em quase 100 mil habitantes, Cáceres (a 220 km de Cuiabá) tem a falta de infraestrutura citada como a maior deficiência a ser sanada no município, segundo pesquisa feita pela Percent Brasil, contratada pelo portal #rdnews. O levantamento, feito na modalidade espontânea, ouviu 600 moradores de 25 bairros da cidade e na zona rural, incluindo os distritos de Caramujo e Vila Sadia.

Dentre os entrevistados, 22% foram enfáticos em apontar que a infraestrutura em geral é o setor que mais precisa de atenção da administração municipal. Ruas sem pavimentação e a existência de buracos foram pontos citados especificamente por outros 10,5% dos moradores consultados.

A falta de asfaltamento em Cáceres – ou a qualidade da pavimentação nas vias já existentes – é uma cobrança que perdura há algum tempo, sendo inclusive pauta recorrente tanto na Câmara de Vereadores quanto por parte de deputados que têm a região Oeste de Mato Grosso como base eleitoral.

Arte: Rodinei Crescêncio/RDNews

Segundo a pesquisa, a saúde pública é outro setor que precisa de um olhar mais acurado no município: 18% dos entrevistados afirmam que faltam médicos e remédios nos postos de saúde.

Em terceiro lugar vem a reclamação por falta de emprego, citada por 14% dos moradores consultados. Problema que pode ser somado à percepção de outros 1,8% dos entrevistados, que reclamam especificamente da falta de indústrias baseadas no município.

Outros dois pontos também muito lembrados na pesquisa são a falta de segurança pública (10,2%) e a falta de saneamento básico em geral (9%). Sobre esse último tópico, 1,3% dos moradores citam especificamente a falta de rede de esgoto.

Rodinei Crescêncio/RDNews

Mais problemas

A falta de limpeza urbana é citada por 2% dos entrevistados, o que pode justificar o motivo pelo qual outros 0,8% citaram ruas alagadas como o problema principal do município.

Para 2% dos moradores consultados, é preciso melhorar a administração da cidade, que hoje está sob o comando da prefeita Eliene Liberato (PSB). Outros 1,8% citam o trânsito ruim no município como o principal motivo de “dor de cabeça”, enquanto 0,8% reclamam que falta transporte público.

Problemas na educação pública em geral é citada por 1,3% dos entrevistados, enquanto 0,5% dizem que é preciso reformar as escolas da cidade.

Citaram que Rondonópolis tem “problema nenhum” 1% dos entrevistados. Outros 1,2% não souberam dizer, enquanto 1,7% não responderam.

Entrevistas

Dos 600 entrevistados, todos de forma presencial, 46,3% são do gênero masculino e 53,7%, do gênero feminino. A maioria tem entre 25 e 59 anos, somando 65,6%; jovens de 16 a 24 anos formam 13,5% dos entrevistados e idosos com 60 anos ou mais, 21%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 20 de abril deste ano e tem intervalo de confiança de 95%. A margem de erro é de 3,98% para mais ou para menos.

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