Morrem atropelados dois peões por semana em Portugal – Portugal

22 pessoas foram abalroadas mortalmente nos primeiros três meses do ano, número muito superior ao registado no ano passado.


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Maioria dos peões morrem atropelados em passadeiras



Sábado, 25 de fevereiro, 10h00. Amarante. Duas amigas à conversa e uma carrinha sai do parque de estacionamento. O embate é brutal e a mulher mais velha, de 68 anos, tem morte imediata. A viatura passa-lhe por cima e uma das rodas esmaga-lhe o crânio.

Na mesma manhã, em Lordelo, Paredes, um homem de 68 anos morre atropelado pelo próprio carro, que tinha ficado mal travado.

Com o dia a terminar, pelas 20h00, um homem, de 50 anos, é colhido por um carro junto do passeio e arrastado vários metros, em São Pedro da Cova, Gondomar.

Estas vítimas – três pessoas atropeladas em apenas 10 horas – estão entre os 22 peões abalroados mortalmente, sensivelmente dois por semana, no primeiro trimestre do ano, nas estradas de todo o País.

Trata-se de um número muito superior, comparativamente com o número de peões mortos por atropelamento no período homólogo do ano anterior (13) mas idêntico ao registado em 2019, antes da pandemia (23).

No período em análise – de janeiro a março – morreram na estrada, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que recolhe informação da GNR e da PSP, 101 pessoas, 64 dos quais condutores e 15 passageiros que seguiam em veículos acidentados. Além dos atropelamentos, as vítimas mortais resultaram de despistes (48 mortes) e colisões (31 mortes).

Nos 1189 acidentes de que resultaram peões atropelados, as polícias registaram também 94 feridos graves e 1158 feridos ligeiros, seguiam todos a pé quando foram abalroados.

Muitos dos feridos graves acabam por não resistir e morrem, depois, já no hospital.

Quase 25 mil foram abalroados em cinco anos
De acordo com os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, nos últimos cinco anos, foram atropelados nas estradas portuguesas 24 830 peões, 373 dos quais morreram e 2038 ficaram gravemente feridos.

A grande maioria destes acidentes ocorre em passadeiras (43%) e em locais onde a velocidade permitida não é elevada. Só em 2022, ano em que morreram 70 peões, 33 pessoas foram abalroadas em arruamentos e 22 em estradas nacionais. Em autoestradas, o número de atropelamentos mortais é reduzido (3, em 2022).


Sábado, 25 de fevereiro, 10h00. Amarante. Duas amigas à conversa e uma carrinha sai do parque de estacionamento. O embate é brutal e a mulher mais velha, de 68 anos, tem morte imediata. A viatura passa-lhe por cima e uma das rodas esmaga-lhe o crânio.

Na mesma manhã, em Lordelo, Paredes, um homem de 68 anos morre atropelado pelo próprio carro, que tinha ficado mal travado.



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