Lava Jato segue viva no Peru e na Colômbia – e mantém Odebrecht e políticos sob pressão

Crédito, ERNESTO BENAVIDES/AFP via Getty Images

Legenda da foto,

Apoiadores de Alejandro Toledo em abril, protestando a favor do ex-presidente peruano enquanto ele era extraditado dos EUA

  • Author, Matheus Gouvea e Letícia Mori
  • Role, De Medellín (Colômbia) para a BBC News Brasil | Da BBC News Brasil em São Paulo

Na semana passada, o ministro Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), invalidou provas obtidas no acordo de leniência firmado no Brasil pela empreiteira Odebrecht em mais um movimento que mina as consequências políticas e legais da operação Lava Jato no âmbito brasileiro.

A decisão, que ainda pode ser revista pela segunda turma do Supremo, é também acompanhada com atenção nos países vizinhos, onde relatos e informações sobre corrupção repassadas por ex-executivos da empresa e pela própria construtora em acordos locais de leniência também deram origem a processos judiciais de alta voltagem política.

O caso é especialmente emblemático no Peru, onde quatro ex-presidentes foram ou estão sendo investigados por suposto envolvimento em irregularidades ligadas à Odebrecht, num dos mais extensos desdobramentos da Lava Jato no exterior.

Na semana passada, o depoimento na Justiça do antigo responsável pela construtora no Peru, Jorge Barata, dominou o noticiário peruano.

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