Terça-feira (16), na cidade de Milão, mais precisamente no histórico estádio Giuseppe Meazza, que foi palco de muitos jogos entre Internazionale x Milan. Sem dúvida, um dos maiores clássicos do futebol mundial.
Fiquei por sete anos na Itália e vi vários grandes confrontos entre eles. Mas esse jogo decidia uma vaga para a final do torneio mais importante entre clubes, a Champions League.
O time de Simone Inzaghi chegou com uma boa vantagem por ter ganho o primeiro jogo por 2 a 0. Mas o time do Stefano Pioli, com a volta do português Rafael Leão, ficou muito mais forte e sem dúvida não repetiria o péssimo jogo que fez na semana passada.
“La squadra Nero-Azzurra contro la squadra Rosso-Nero”.
O jogo começou muito pegado, faltoso, uma dinâmica favorável para a Inter, por estar em vantagem.
O Milan precisava jogar bola, se impor tecnicamente, colocando uma forte intensidade na partida para tentar reverter a vantagem e pelo menos levar o jogo para a prorrogação ou até os pênaltis. Mas, para isso acontecer, precisava colocar o seu ritmo.
Depois dos 8 minutos, foi isso que começou a acontecer, com o Milan empurrando o rival para trás, acelerando o jogo e criando uma chance incrível com o espanhol Brahin Diaz, obrigando o ótimo goleiro camaronês Onana a fazer uma grande defesa.
O jogo deu uma melhorada, com os dois times marcando pressão e dificultando a saída de bola das defesas.
E, para criar chances, as equipes precisaram fazer jogadas rápidas, porque a partida continuou faltosa.
O jogo ficou lá e cá. Primeiro, foi o Milan que conseguiu ficar no ataque, agredindo. Mas, em seguida, a Inter reagia e também ficava rondando a área milanista.
Chegando aos 30 minutos, a partida continuava numa dinâmica favorável para a Internazionale, que tinha a vantagem de dois gols, com o Milan com dificuldade para controlar o jogo.
Quando outra vez o Milan conseguiu criar uma grande chance: Rafael Leão arrumou um espaço para correr e chegou até a frente do gol, dando um tapa em diagonal com a bola que passou a trave.
Em seguida, foi a vez da Inter ter a sua chance clara de gols. Só não marcou porque o grande goleiro da Guiana Francesa Maignan fez uma defesa inacreditável.
O primeiro tempo terminou com um confronto muito equilibrado, com poucas chances tanto para a Inter como para o Milan, e os dois goleiros se destacando.
O segundo tempo começou com o mesmo excesso de faltas. Um jogo muito truncado, faltando uma postura mais agressiva por parte do Milan que, na minha opinião, caiu na armadilha de picotar a partida, como a Inter queria.
11 minutos e nada do Milan colocar intensidade no jogo, errando passes e sem conseguir ter uma sequência ofensiva, com a Inter claramente confortável na partida e tocando melhor.
A torcida interista, percebendo que o adversário estava inofensivo, começou a cantar, vendo que a classificação para a final estava próxima. Na verdade o elenco da Internazionale é muito melhor, tanto que o Inzaghi tirou o Dzeko e colocou o Lukaku, só isso!
Além de o grupo ser melhor, o time é mais organizado taticamente e soube muito bem fazer o jogo ficar embolado, sem espaço para jogar. Ou seja, a Inter não deixou o jogo fluir.
Ainda faltavam 25 minutos para o fim da partida e o Milan não mostrava nenhum poder de reação e nem força para isso.
Até que os grandes jogadores interistas Lukaku e Lautaro Martínez trocaram passes dentro da área — o argentino bateu forte e fez 1 a 0, acabando com qualquer sonho milanista.
A entrada do belga Romelu Lukaku acabou com a defesa do Milan, que não conseguia nem encostar no atacante pela sua força física. Não conseguia tomar a bola por sua técnica e, na velocidade, tinha a mesma dificuldade.
Bom, a parte nero-azzurra da Internazionale da cidade de Milão está totalmente em festa, merecidamente, porque foi grande até agora nessa Champions League.
E como a final é jogo único (nesta temporada será em Istambul, na Turquia), tudo pode acontecer. Fez dois grandes jogos, contra o Benfica e o Milan, e tem todo o direito de sonhar com o título.
Mas, sem dúvida, tanto Real Madrid como Manchester City chegarão na final como os grandes favoritos.
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