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Num misto de alegria e tristeza, a ilha do Príncipe assinala esta sexta-feira os 27 anos da sua autonomia. Os actuais problemas da ilha, nomeadamente a falta de ligação aérea e marítima, bem como o aumento dos preços dos produtos da cesta básica, constituem reflexões neste dia.
Os 27 anos da autonomia regional são assinalados no momento em que as autoridades nacionais estão em velocidade de cruzeiro para encontrarem soluções mais expeditas de forma a assegurar a ligação entre as duas ilhas, sendo que a região autónoma do Príncipe está neste momento a enfrentar dificuldades de ligações por via marítima e aérea.
A ilha do Príncipe foi fortemente afectada com a pandemia da covid-19 e padece há anos da sua dupla insularidade.
O chefe de Estado são-tomense, Carlos Vila Nova, que presidiu o acto comemorativo dos 27 anos da autonomia do Príncipe, disse que é preciso encontrar soluções mais sustentáveis para a ilha.
“A pandemia de covid-19 que assolou o mundo veio agravar ainda mais a difícil situação que há algum tempo que se faz sentir. Esta situação agravou-se também com o despoletar do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Os investimentos estrangeiros, em particular os investimentos no sector do turismo, haviam colocado a economia da região a bom ritmo e haviam aumentado de forma bastante notável a oferta de emprego na região”, sublinhou o Presidente da República.
Carlos Vila Nova salientou ainda que é necessário “olhar para a autonomia regional na perspectiva de que a autonomia deva ser um factor de construção para uma maior unidade nacional.”
No seu discurso, o presidente do governo regional, Filipe Nascimento, disse por sua vez que é preciso cumprir metas para fazer com que a ilha do Príncipe se torne sustentável e que garanta a segurança aos seus residentes.
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