O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné – Central Sindical (UNTG-CS) denunciou a expulsão de membros da sua organização de um ateliê de capacitação dos técnicos da Administração Pública e dos parceiros sociais sobre as Normas Internacionais do Trabalho, organizado pela CEDEAO em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Bissau.
Em conferência de imprensa, realizada esta quarta-feira (12.07), Júlio Mendonça acusou o Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Cirilo Mamasaliu Djaló como o autor da ordem de expulsar elementos da UNTG-CS.
“A Delegação da CEDEAO formulou um convite especial à nossa direcção para tomar parte no referido ateliê, que teve o seu início na terça-feira, dia 11 de corrente mês, e termina hoje dia 12. Tomamos parte do evento e para nosso espanto fomos informados de que não podíamos continuar na sala”, referiu Júlio Mendonça que precisou ainda que os membros da UNTG-CS foram expulsos “porque o Ministro da Administração Pública, Trabalho, Emprego e Segurança Social, Cirilo Mamasaliu Djaló ordenou” que abandonassem a sala, tendo ameaçado que “chamaria as forças de segurança para nos expulsar”.
Júlio Mendonça disse ainda que “durante um ano em função, nunca [o Ministro] reuniu com qualquer que seja sindicato”, e considera que “isso demonstra que a sua prioridade, não é trabalhar para dignificar a função pública, mas sim para satisfazer anseios e capricho de certas pessoas” acrescentando que a atitude do ministro “envergonha o país”.
De acordo com Júlio Mendonça o Ministro “não tem legitimidade para indicar qual a Direcção legal da UNTG, tal como está a dizer que a direcção reconhecida é a de Laureano Pereira, esquecendo que o Supremo Tribunal de Justiça já tinha dado razão à sua direcção”.
Desde o Congresso da UNTG, há cerca de um ano, apesar de contestado pelos antigos sindicalistas liderados por Laureano Pereira, instalou-se braço-de-ferro no maior Central Sindical guineense, em que o Secretário-geral eleito recebeu ordem das forças da ordem foi para abandonar a Sede da organização em detrimento da ala contestatária.
Interpelado sobre as acusações, o Ministro Cirilo Mamasaliu Djaló disse aos jornalistas que “não tem conhecimento sobre o sucedido”.
Mamandin Indjai
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