Guiné-Bissau terá primeiro centro comercial no antigo mercado da capital – África

A Guiné-Bissau vai passar a ter o seu primeiro centro comercial no espaço onde funcionava o mercado central de Bissau, inativo há 17 anos, disse à Lusa o presidente da Câmara Municipal de Bissau (CMB), Luís Intchama.

Construído na época colonial, o mercado foi destruído pela primeira vez nos bombardeamentos do conflito político-militar em 1998, tendo sido reabilitado um ano depois.

Em 2005, um incêndio destruiu por completo o mercado, desalojando cerca de cinco centenas de feirantes que se espalharam pelos passeios no centro de Bissau, onde tentam continuar a sua atividade.

Em 2017, a CMB lançou um projeto de reconstrução do mercado, prevendo-se a estrutura de um centro comercial de três pisos e cerca de 360 espaços de venda, entre lojas e cacifos, explicou hoje Luís Intchama, numa visita guiada à Lusa.

Até ao incêndio, o mercado central albergava 477 feirantes.

O presidente da Câmara de Bissau apenas receia que o espaço não seja suficiente para albergar todos os antigos feirantes, mas salientou que terá bancas para as mulheres venderem hortaliças e carne.

“É pela primeira vez que os guineenses vão ter um centro comercial, isto para nós é de grande relevância, sobretudo com esta inovação que a câmara entendeu que seria bom que fosse implementada”, afirmou Luís Intchama.

O presidente da CMB prevê que “muitos guineenses” irão surpreender-se com a nova estrutura e salientou que o país “deve começar a aceitar as mudanças” como acontece nos outros países, disse.

Os próximos passos em termos de estratégia de descongestionamento dos comerciantes de Bissau passam pela reabilitação dos mercados de Bandim e do bairro de Ajuda, que também poderão ser transformados em centros comerciais, notou Intchama.

Neste momento, o centro comercial só não está aberto, numa inauguração a ser feita pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, devido ao desentendimento entre os antigos feirantes e a Câmara Municipal de Bissau.

Os feirantes querem regressar todos ao local e ainda não estão de acordo com as mudanças em termos de estruturas feitas no edifício.

Luís Intchama disse ser impossível albergar os 477 feirantes e explicou ainda que o espaço passa de feira para um supermercado com uma gerência privada.

O Presidente guineense pediu à CMB e aos antigos feirantes que tentem alcançar um entendimento antes da abertura do espaço, mas com a ressalva de que o edifício é público, salientou Intchama.


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