Nas eleições legislativas do próximo dia 4 de Junho, os jovens guineenses têm um papel fundamental. Representam a maioria dos eleitores. Portanto, são eles que vão ditar quem se vai sentar na cadeira de deputado na próxima legislatura.
Abdulai Djaura, presidente da Rede Nacional de Associações Juvenis da Guiné-Bissau (Renaj), ao microfone da RFI confirmou o envolvimento dos jovens no próximo sufrágio:
Realmente há uma participação massiva dos jovens quer nas formações políticas, quer como nós constatamos durante o período de recenseamento eleitoral. Isso demonstra que os jovens terão também uma participação massiva no dia da votação.
Seremos nós a determinar os deputados na Assembleia Nacional Popular e, quando é assim, nós estamos convictos de que as escolhas e a participação da juventude nessas eleições serão benéficas para o país.
Questionado sobre se os jovens participam na política por vocação, por responsabilidade ou porque vêem nos partidos políticos e na política uma forma de perspectiva de futuro, Abdulai Djaura responde que há jovens que participam por vocação e outros a pensar na garantia de um futuro mais estável.
Por um lado, realmente, há jovens que participam política porque têm a convicção de que as suas participações na política podem trazer algo importante para o país. Eles querem dar os seus contributos para o desenvolvimento do país, portanto escolhem os partidos políticos como o caminho para que possam efectivamente dar essas contribuições.
Mas, por outro lado, também há uma certa resistência em relação à participação de alguns jovens na política. Vamos ser claros, muitos participam na política não por escolha ideológica, mas porque é na política que se calhar podem garantir um futuro melhor. E é essa forma de ingresso na política que nós não queremos. Queremos realmente que a política seja o caminho para o desenvolvimento do país.
Entretanto, a Rede Nacional de Associações Juvenis da Guiné-Bissau está a desenvolver, neste momento, uma campanha de educação cívica que tem como lema “Zero discurso de violência verbal e de divisão étnica nas eleições”, apelando à contenção e civismo de todos os intervenientes neste processo.
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