Guiné-Bissau admite não assumir presidência da CPLP em 2025

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, admitiu hoje abdicar da presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Em entrevista à Lusa e à RDP, quando questionado sobre se a Guiné-Bissau irá assumir a presidência da CPLP, após São Tomé e Príncipe, que receberá a presidência de Angola na próxima cimeira, em 27 de Agosto, para um mandato de dois anos, o chefe de Estado afirmou que “tudo está em aberto”.

“Estou a avaliar essa possibilidade, mas já estou a sentir a manifestação de um outro país que me pediu para lhe passar a presidência. Agora, estou a ponderar fazê-lo”, disse Sissoco Embaló.

Caso o chefe de Estado guineense mude de ideias, o país assumirá a presidência da CPLP para o biénio 2025-2027, depois de São Tomé e Príncipe, que irá assumir entre 2023 e 2025. Angola é o actual país presidente da CPLP.

Por outro lado, o Presidente frisou que, em 2024, a Guiné-Bissau deverá assumir “em princípio” a União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA). O que, por sua vez, “preferia presidir” aquela organização monetária regional em vez da CPLP.

Entre os argumentos, está ser “uma organização monetária da zona”. “Estamos num período em que estamos a pensar mudar o nome da nossa moeda e estamos a pensar na integração de mais países para termos a nossa moeda comum. Penso que esta batalha sub-regional é importante e depois tenho tempo de presidir à CPLP”, explicou Umaro Sissoco Embaló.

Crédito: Link de origem

- Advertisement -

Comentários estão fechados.