“Estamos a fortalecer os institutos de saúde pública dos países africanos lusófonos e a criar o instituto de São Tomé e Príncipe, há muitas ações concretas que derivam desta cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP]”, disse Nísia Lima à Lusa, no último dia da visita que realizou a Portugal.
“A visita presencial surgiu na sequência da colaboração da fundação com a CPLP, que se intensificou nos últimos 15 anos, com a aprovação do Plano Estratégico de Saúde dos países da CPLP, em 2009”, lembrou a responsável, apontando que o objetivo dos encontros que manteve em Portugal foi “reforçar pontos de atualização e experiência da pandemia e a necessidade que os países da CPLP sentem de estreitar a colaboração com a FioCruz”.
Questionada sobre os desafios dos próximos tempos, Nísia Lima respondeu: “Temos o desafio de fortalecer os cuidados primários nos países, que é um dos ensinamentos da pandemia, e reforçar a capacidade científica e tecnológica em todos os países”.
A líder do FioCruz falou à Lusa no final de uma reunião na sede da CPLP, em Lisboa, com o diretor-geral da comunidade, embaixador Armindo de Brito Fernandes, e com o diretor de Cooperação da CPLP, Manuel Clarote Lapão.
“Focámo-nos na continuidade do apoio aos institutos de saúde da CPLP, já reformulámos os institutos da Guiné-Bissau e de Moçambique, que são agora de referência para a Organização Mundial de Saúde em África, e criámos um instituto em Cabo Verde”, disse Manuel Lapão, confirmando que o próximo passo é fazer o mesmo em São Tomé e Príncipe.
“Temos de reconverter o paradigma de funcionamento em Angola e criar o instituto de saúde pública em São Tomé e Príncipe e em Timor-Leste, onde não existe ainda”, disse o responsável, concluindo que “com a criação do instituto em São Tomé e a reconversão do de Angola, a CPLP fica com uma rede integrada de institutos de saúde, procurando ter o mesmo sucesso que teve em Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, que é um instituto que cresceu de forma exponencial e é uma referência”.
A FioCruz tem por missão promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico. Estes são os conceitos que pautam a atuação da Fundação, vinculada ao Ministério da Saúde brasileiro, e que hoje é a maior referência na América Latina no que à investigação em Saúde diz respeito, de acordo com a instituição.
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