A representante do programa de Educação do Escritório das Nações Unidas em Cabo Verde, Ana Cristina Ferreira, explicou que o projeto, com arranque em escolas na Cidade da Praia, São Domingos, Ribeira Grande de Santiago e na ilha do Sal, tenciona, com recurso às tecnologias, a diversificação pedagógica do ensino e aprendizagem das línguas portuguesa, francesa e inglesa.
O objetivo, por outro lado, é, segundo a responsável, promover nesta primeira fase a interação entre o aluno e o aplicativo com diversas atividades, movido pelo “percurso” baseado nos níveis europeus de competência linguística.
“O projeto tinha uma pré experimentação antes da fase piloto o que se começou a fazer, houve algum atraso por causa da aquisição de quantidade razoável de tablets no exterior e como sabem, agora, as aquisições no exterior levam muito mais tempo, mas conseguiu-se fazer a partir do mês de abril esta experimentação que já estava prevista e poder arrancar nesta primeira fase” sublinhou.
Consiste, indicou Ana Cristina Ferreira, numa aprendizagem mista que pretende “trazer mais alegria em aprender e estudar as línguas” traduzindo, assim, em melhores resultados de aprendizagem em expressão escrita e comunicação oral.
“O projeto está acoplado numa investigação que estamos a trabalhar com o Centro de Investigação do Unicef, com base em Itália, para precisamente ver quais a mais-valia em utilizar tablets como uma metodologia específica”, informou, avançado que a segunda fase abrange quatro escolas apenas na ilha de Santiago.
O ministro da Educação, Amadeu Cruz, que presidiu à cerimónia do lançamento oficial do projeto Akelius, esclareceu que a experiência servirá de apoio na conceção do modelo de laboratório digital para o suporte do ensino da língua, uma aposta cujas condições já estão a ser materializadas.
Segundo o ministro, a implementação da reforma educativa no ensino básico e secundário e a transição digital do sistema educativo constituem os fatores fundamentais para o arranque do projeto que deverá contribuir na reinserção dos jovens cabo-verdianos nas dinâmicas internacionais.
“O domínio das línguas é uma questão importante para as novas gerações, o domínio do português enquanto língua nacional da comunicação oficial e formal, mas também o domínio do inglês, francês e outras línguas, é neste sentido que valorizamos este projeto”, frisou, apontando ser necessário alargar os mecanismos de difusão das técnicas do ensino das línguas.
“No fundo são instrumentos de suporte pedagógico, mas também para facilitar na integração daqueles que têm dificuldade na aprendizagem”, asseverou.
A Fundação Akelius (Business School) é uma instituição sem fins lucrativos com sede na Suécia, criada com o propósito de apoiar alunos com bolsas e subsídios para estudos e investigação e contribuir para o desenvolvimento de diversos cursos curriculares.
Inforpress
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