“A dimensão missionária na Igreja é uma de suas raízes e o que mantém a Igreja em pé. Toda a Diocese, paróquia, comunidade tem que ter a dimensão missionária no ordinário e no extraordinário. Estamos aqui para dar esse impulso maior. Não implantar, porque se há Igreja, há missão, mas, impulsionar acima de tudo”. Assim o secretário executivo do Regional Sul 2, padre Valdecir Badzinski, resumiu a formação que aconteceu este final de semana, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Ponta Grossa. Padre Valdecir fez questão de frisar que a intenção era conversar, dialogar, dar pistas de caminhada, de trabalho para que o Conselho Missionário Paroquial desenvolva seu trabalho, “esse trabalho tão bonito de evangelização, a partir da dimensão missionária”.
Na Diocese de Ponta Grossa, a Nossa Senhora de Fátima ao lado da São Roque, em Ventania, são as únicas paróquias que contam com o Comipa instituído. De acordo com o pároco da Nossa Senhora de Fátima, padre Edemar de Souza, cada uma das 16 comunidades têm um representante no Conselho Missionário, que é composto ainda pela Missionária Serva do Espírito Santo, irmã Matilde Sacardo, pelo diácono Pedro Lang e ele, como pároco. “Fico muito agradecido de termos o Comipa instituído desde agosto do ano passado. Temos a alegria de termos aqui as Servas do Espírito Santo, algumas delas já fizeram a experiência fora e, nós, Cavanis. Isso facilita. A gente tem essa dimensão como congregação”, justifica padre Edemar, lembrando que o Conselho se reúne uma vez por mês e seus integrantes – mais catequistas, ministros, jovens – visitam mensalmente as casas, nas tardes missionárias. “Temos um Comipa muito atuante e responsável por levar essa dimensão missionária às comunidades. Esse encontro de hoje vai fortalecer a missão na Igreja e na Diocese”, reforçou.
A formação a que padre Edemar se referia reuniu, no sábado, padre Valdecir, diácono Pedro e a coordenadora do Conselho Missionário Diocesano (Comidi), irmã Hermelinda Ruschel, com os integrantes do Comipa das capelas Nossa Senhora da Luz, Nossa Senhora de La Salete, Santa Isabel, Nossa Senhora do Carmo, Rainha da Paz, São Vicente de Paulo, Nossa Senhora de Nazaré e Nossa Senhora das Graças O encontro começou depois da missa das 18 horas, na Comunidade Nossa Senhora de Nazaré, no Jardim Pontagrossense. No domingo, a formação foi na Matriz, com representantes das comunidades São Francisco, Santa Teresinha, São João Batista, Santa Bárbara, Nossa Senhora Aparecida, Senhor Bom Jesus, do Cambijú, e da Matriz.
A visita detalhou a Missão Católica São Paulo VI, na Guiné Bissau, na África, que é mantida pelo Regional Sul, a Igreja do Paraná.
Missionariedade
A Diocese de Ponta Grossa tem na sua essência a missionariedade, enfatizou padre Valdecir, citando que partiram daqui missionários para Lábrea, no Amazonas, dentro do Projeto Igreja-Irmã, e também para a Guiné Bissau. “Dom Sergio é um grande incentivador da dimensão missionária tanto na Diocese como fora dela. Nos Documentos da Igreja, especialmente o de Aparecida, o Papa nos incentiva, assim como à igreja da América Latina, a uma Igreja em articulações pastorais, mas tudo a partir da dimensão missionária. A Paróquia de Ventania, está enviando, em breve, a Luciane (Braciesiewrcz) que vai para a África. (É) uma paróquia que tem um celeiro também missionário. Uma paróquia fazendo, inspira outra. Convido a todos que potencializem a dimensão missionária da qual são constituídas”, orientou.
Diácono Pedro Lang afirmou que a Missão de São Paulo VI, na Guiné, é a missão de Deus. “Quem é o missionário? É o que é enviado por uma Igreja para uma outra Igreja mas para estar no meio do povo. E Quebo, que é aquela comunidade onde a Missão São Paulo VI, a nossa missão, da nossa Igreja aqui do Paraná, está estabelecida, está no meio daquele povo muçulmano. 90% são muçulmanos. Poucos são cristãos, menos ainda batizados, mas se consideram já cristãos. Essa sensação de ter essa grande oportunidade de ir em nome da Igreja é o que hoje fortalece, o que dá para nós essa alegria de ser missionário, alguém que serve a Igreja”, explicou. Pedro Lang e sua esposa, Salete, foram os primeiros a ir para Quebo, em 2011.
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