O casal de argentinos Eva Mendieta e Daniel Herrera, de passagem por Dourados em direção a Bonito, depois Minas Gerais (só não vão ao Pantanal devido às queimadas) e finalmente estacionar de vez o motorhome especial em que viajam com os filhos Felipe e Guadalupe nas praias de Trancoso e Canoa Quebrada iniciou essa aventura, denominada “Tempos de travessia”, por sugestão do pequeno Felipe (13 anos). O menino assistia filmes de viagens nesses “carros casa” e comentou com os pais sobre a possibilidade dessa mudança, que já havia sido decidida pelo casal com a finalidade de conhecer novas culturas e também dar essa oportunidade aos filhos.
Por coincidência, tempos antes Eva e Daniel haviam sido anfitriões de um outro casal, que chegou a Córdoba, onde morava, em um motorhome especial: uma rara Karmann Ghia Mobil Safari, da qual só foram produzidas 500 unidades. Destas, restam apenas 150 no Brasil e as demais foram adquiridas por alemães. Dalí nasceu uma sólida amizade até que um dia o casal de visitantes encerrou a viagem e anunciou a Eva e Daniel que estavam encerrando a viagem. “Não tivemos dúvidas. Com uma poupança que era para outra finalidade adquirimos a Kombi, preparamos a viagem e aqui estamos”, contou o casal em entrevista exclusiva a O Progresso concedida na mesa na qual a família faz as refeições e que, dobrada, vira uma cama.
O primeiro “perrengue” foi pesado: o início da Pandemia, que fechou as fronteiras entre Brasil e Argentina. Liberada a fronteira, documentação na mão, a família seguiu até Foz do Iguaçu e entrou no Paraguai através de Ciudad del leste, cruzando o país vizinho e entrando novamente no Brasil pela fronteira de Salto Del Guairá com Guaíra (PR) e Mundo Novo. Pararam em Dourados por conta de problemas mecânicos na “Kombi-casa”.
A educação das crianças não foi descuidada. Guadalupe e Felipe são matriculados em uma escola do Exército argentino que há mais de 30 anos oferece educação a distância e possui uma plataforma digital através da qual os alunos seguem as atividades. A viagem, ainda segundo os pais, está sendo boa para a conivência familiar, já que a proximidade é inevitável. “As crianças se divertem até em situações como a enfrentada agora, quando ocorre danos mecânicos no veículo e precisamos interromper a viagem”, destacam Eva e Daniel.
A viagem é custeada pelo que sobrou da poupança e foi usado na compra da Kombi e por troca de serviços: Daniel é marceneiro e Eva astróloga, artesã e presta consultoria a empreendedores. Em uma das laterais da “Kombi-casa” o pequeno Felipe (que segundo sua mãe se encantou com lugares como as cachoeiras de Foz do Iguaçu, por exemplo, e outras belezas naturais) escreveu, à mão e com tinta preta, uma frase digna de um grande filósofo: “É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la, ficaremos à margem de nós mesmos”. Boa travessia ao pequeno Felipe, à pequena Guadalupe e sua família.
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