‘Fantasma da fronteira’: traficante que enviava drogas do Paraguai à Europa em contêiner de frutas é preso pela PF | Mato Grosso do Sul
O megatraficante Caio Bernasconi Braga, conhecido como “Fantasma da Fronteira”, foi preso pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (2), em Ponta Porã (MS), na linha de fronteiriça entre Brasil e Paraguai. O traficante era responsável por atravessar carregamentos de cocaína do Paraguai e enviar a droga em contêineres de fruta destinados à Europa, segundo a PF.
Conforme as informações apuradas pelo g1, o criminoso era foragido da Justiça desde 2015. O traficante está preso na sede da PF, em Ponta Porã.
A prisão do megatraficante causou alvoroço na fronteira. Além de forte mobilização da Polícia Federal, o Exército Brasileiro foi acionado. Nas ruas de Ponta Porã, tanques desobstruíram o trânsito. Assista ao vídeo abaixo.
Exército colabora com operação para prender megatraficante em Ponta Porã
O traficante tinha mandado em aberto pela Justiça de São Paulo há pelo menos oito anos, segundo a PF. De acordo com a polícia, o preso era procurado após pedido de prisão preventiva, emitido em uma ação judicial que ocorreu em Bauru (SP).
Tráfico internacional de drogas
Segundo as apurações da PF, a organização que Caio fazia parte exportava toneladas de cocaína para a Europa pelos portos brasileiros, especialmente no Porto de Natal no Rio Grande do Norte.
Caio era o braço da organização criminosa na fronteira entre Brasil e Paraguai. O “Fantasma da Fronteira” foi apontado como responsável por escoar grande quantidade de droga do país vizinho para o Brasil e para a Europa, por meio de contêineres de fruta.
Parte do esquema foi desmantelado pela “Operação Além-Mar”, megaoperação da Polícia Federal, deflagrada no estado de Pernambuco, em 2020.
Esquema de tráfico
À época que a operação foi deflagrada, a PF apontou o modus operandi da organização:
- Segundo as investigações, quatro organizações criminosas atuavam conjuntamente para exportar cocaína para a Europa por meio de portos brasileiros;
- Três das quatro organizações atuavam em São Paulo, sendo duas na capital paulista e uma em Campinas, no interior do estado;
- Um dos núcleos na cidade de SP operava no Brás e servia como banco, era responsável pelas movimentações financeiras;
- A droga vinha do Paraguai e era distribuída por vias áreas em território nacional e internacional por uma das organizações de SP e outra de Campinas;
- A quarta organização operava no Recife, e era composta por empresários do setor de transporte de cargas, funcionários e motoristas de caminhão cooptados. O núcleo era responsável pela logística de transporte rodoviário da droga e o armazenamento de carga até o momento de sua ocultação nos contêineres.
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