EUA aconselham cidadãos americanos a deixar o Haiti o quanto antes

Embaixada dos EUA no Haiti disse ter capacidade “extremamente limitada” de prestar serviços de emergência e orientou americanos no país a buscar sair por conta própria| Foto: EFE/Johnson Sabin

Os Estados Unidos recomendaram nesta quinta-feira (27) aos
seus cidadãos para que “façam planos para deixar o Haiti o mais rápido possível”
devido à violência no país.

Em comunicado divulgado no site da Embaixada dos Estados
Unidos no Haiti, o Departamento de Estado fez este apelo à luz dos “recentes
confrontos armados entre as pandillas [gangues] e a polícia” e da “elevada
ameaça de crimes violentos e sequestros” em Porto Príncipe, uma situação que
recentemente afetou particularmente os bairros de Vivy Michel, Tabarre, Torcel,
Tapage e Trutier.

“O governo dos Estados Unidos vê extremamente limitada a sua
capacidade de prestar serviços de emergência” aos seus cidadãos no Haiti,
menciona a nota.

O Departamento de Estado colocou os avisos para o Haiti no
nível 4, o mais alto, que corresponde a “não viajar”, por causa dos distúrbios
e de crimes como sequestros, dos quais cidadãos americanos já foram vítimas e
nos quais sofreram vários ferimentos.

A violência é extrema no Haiti, onde os grupos armados se
tornaram fortes e controlam grande parte da capital e das áreas circundantes,
espalhando o terror entre os residentes que, em muitos casos, optam por
abandonar as suas casas e se tornam deslocados internos.

Massacres, estupros, sequestros e incêndios de casas se
tornaram comuns no Haiti, o país mais pobre das Américas.

Cerca de 50% da população no Haiti sofre de insegurança alimentar e metade dos seus pouco mais de 11 milhões de habitantes vive na pobreza.

Infográficos Gazeta do Povo[Clique para ampliar]

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