Estratégia bem-sucedida de Vanderlei escora opção de Bruno Lage no Paraguai | Gilmar Ferreira

A trajetória do Corinthians de Vanderlei Luxemburgo na Copa Sul-Americana ampara Bruno Lage em sua decisão de ter enfrentado o Guarani, do Paraguai, em Assunção, com um time quase todo reserva. Porque foi nos jogos do torneio da Conmebol que ele descobriu opções interessantes para revigorar o time no Brasileiro sem deixar de encarar a Sul-Americana com a seriedade desejada.

Jovens como Murilo, Moscardo, Ryan, Ruan Oliveira, Matheus Araújo, Guilherme Biro, Wesley, Felipe Augusto e até o atacante Pedro, de 17 anos, vendido ao Zenit, da Rússia, ganharam rodagem. E não fez isso à toa, mas por saber que é importante dar aos menos utilizados a oportunidade de competir em alto nível de exigência e também a sensação de que podem ser a solução na reta final.

Se bem treinados, física e taticamente, e com capacidade técnica para estar no elenco, a chance de estes jogadores conseguirem resultados positivos são maiores do que as de atrapalharem os planos de voo. E foi o que fez Bruno Lage em Assunção. Como o empate o levava às quartas-de-final por causa do 2 a 1 no jogo do Nílton Santos, ele optou por esta estratégia. E cumpriu a meta.

Gatito teve excelente atuação no jogo de volta contra o Guarani, em Assunção — Foto: Vítor Silva / Botafogo

O Botafogo não teve uma atuação convincente, é verdade. Mas saiu do Defensores del Chaco classificado por um 0 a 0 que permitiu importantes observações. O paraguaio Gatito Fernández, por exemplo, mostrou estar no nível de Lucas Perri. E o uruguaio Diego Hernández, habilidoso e com boa visão de jogo, deixou a impressão de estar em condições de brigar por vaga entre titulares.

Como no jogo de ida, no Rio, os titulares emitiram sinais de desgaste, era necessário a boa gestão do elenco. O time correu riscos de ser vazado, mas teve chances de fazer o gol. Voltou do Paraguai com a autoestima dos suplentes renovada – mais o bônus que se soma aos U$ 600 mil (R$ 2,9 milhões) da premiação. Portanto, não se justifica a histeria em torno da decisão do treinador.

Bruno Lage em ação contra o Guarani, em Assunção — Foto: Vítor Silva – Botafogo

O time segue invicto em onze jogos do torneio já tendo enfrentado adversários do Chile, Peru, Equador, Argentina e Paraguai. Um giro pelo continente que até aqui honra a liderança no Brasileiro. O único senão segue no retrospecto pessoal de Bruno Lage em jogos fora de casa: agora são onze sem vitória como visitante, seis derrotas e dois empates pelo Wolverhampton, e três empates pelo Botafogo.

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