embaixador da Guiné Bissau afirma “golpes de estado transformaram a África num espaço de luta entre antigas colónias”
Alguns observadores para política africana sublinham que os golpes de estado que abalam o continente africano, como o mais recente no Gabão, não podem ser vistos como casos isolados.
Sobre o assunto, o embaixador da Guiné-Bissau em Angola, Apolinário Mendes de Carvalho, entende que os golpes de estado em África servem para manutenção de algumas elites que já se encontram no poder, ao fazer alusão do que se passou no Níger e esta semana no Gabão.
O que aconteceu recentemente no Gabão também mostra isso mesmo. É um Golpe de Estado diferente do Níger, é bom que se diga, mas, por vezes, golpes de estado também são feitos para que elite que está no poder continua a se manter no poder,
comentou o diplomata Bissau-guineense.
Apolinário Mendes de Carvalho lembrou, ainda, que estas acções têm fragilizado o continente, através de presumíveis agentes externos que transformam a região num espaço de luta geopolítica entre as antigas potências colonizadoras.
Também está a ser aproveitado por agentes externos, sobretudo, tornou-se um espaço de lutas geopolíticas entre às antigas potências colonizadoras e novos interessados em África. Tudo isso está a fragilizar à África.
Dados revelam que a África já testemunhou, desde agosto de 2020, sete golpes de estado, com o mais recente caso a 30 de agosto, no Gabão.
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