“Queremos que as eleições se realizem dentro do prazo proposto, para que estes países tenham regimes e dirigentes democraticamente eleitos”, refere um comunicado de imprensa da presidência da Costa do Marfim, divulgado após uma reunião em Abidjan entre Alassane Ouattara e o representante do secretário-geral da ONU para a África Ocidental e o Sahel, Leonardo Santos Simão.
“O Presidente da República revelou que esta questão seria discutida na próxima cimeira da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental [CEDEAO], que terá lugar a 09 de julho de 2023 na Guiné-Bissau”, país que detém a presidência da organização regional, acrescenta o documento.
O Mali, a Guiné-Conacri e o Burkina Faso foram suspensos dos órgãos de decisão da CEDEAO após a tomada do poder pelos militares em 2020, 2021 e 2022, respetivamente. O Mali e a Guiné foram igualmente objeto de outras sanções, algumas das quais foram agora levantadas.
No Mali e no Burkina Faso, dois países assolados pela violência mortal dos terroristas, os militares comprometeram-se a regressar à ordem constitucional em 2024.
Na Guiné, a junta militar comprometeu-se a retirar-se no início de 2025.
Segundo Alassane Ouattara, as eleições são “um imperativo para toda a África Ocidental, em particular para a Costa do Marfim, país vizinho destas três nações, que apoiou todos os esforços para pôr fim à crise”.
Em 10 de fevereiro, o Mali, a Guiné e o Burkina Faso solicitaram, sem sucesso, o levantamento da sua suspensão da CEDEAO e da União Africana (UA).
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