Deputados do PAICV pela Europa indignados com “descaso” dos transportes aéreos e marítimos face aos emigrantes

Em nota enviada à Inforpress pelo deputado Francisco Pereira, afirmam que os deputados da Nação (efectivos e suplentes) do maior partido da oposição, em representação do Círculo Eleitoral da Europa e Resto do Mundo, manifestaram a sua “veemente indignação e censura pelo laxismo do Governo”.

Essa reacção surge na sequência de Agência de Aviação Civil suspender o certificado de navegabilidade, por razões técnicas, de um avião operado pela BestFly Cabo Verde que, no entanto, foi retomado dias depois.

Entretanto, essa situação fez com que muitos passageiros ficassem em terra sem conseguirem chegar aos seus destinos, sendo que alguns deviam sair de algumas ilhas para a Cidade da Praia para apanharem voo para o país de acolhimento.

“O Governo não tem tido a capacidade de criar soluções para fazer face à problemática dos transportes inter-ilhas e internacionais de e para Cabo Verde. Ora, num país arquipelágico e diásporico, como o nosso, ter um sistema nacional de transportes eficiente é uma questão da soberania e do patriotismo, porquanto vital para o desenvolvimento sustentável da Nação global cabo-verdiana”, consideram.

Conforme os deputados, “a indignação dos emigrantes é grande”, já que em pleno período de férias, em que muitos visitam Cabo Verde, deparam-se com “caos e penúrias” para se deslocarem entre as ilhas e para viajarem de Cabo Verde para o país de acolhimento.

“Arrasador, desmoralizador e vergonhoso! Eis o sentimento expresso pelos emigrantes, particularmente aqueles que estiveram de férias na ilha de São Nicolau que estupefactamente viram os seus voos cancelados por parte da BestFly Cabo Verde, sem nenhuma informação prévia e sem nenhuma forma de serem atendidos e esclarecidos por parte dos serviços de atendimento da companhia”, descrevem.

De acordo com os representantes partidário, são esses mesmos emigrantes, “um dos activos incontornáveis para o desenvolvimento de Cabo Verde, que estão a ser relegados para o segundo plano e vilipendiados” pelas instituições privadas do País, sem nenhuma intervenção consequente da parte do Governo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

“Estamos, indiscutivelmente, a viver tempos de retrocesso. Esse sistema de transporte nunca esteve tão mal como agora. Estamos mal e muito mal. Estamos sujeitos à humilhação de uma companhia aérea, que manifestamente não tem dado respostas às demandas dos cabo-verdianos”, frisaram.

Para esses deputados, a responsabilidade política por esta situação é do Governo, já que sem respostas esses emigrantes foram obrigados a comprar uma segunda passagem para voos internacionais, visto que, para além de gastar mais dinheiro no alojamento, correm o risco de perder o trabalho nos países de acolhimento.

“Mais uma vez perguntamos quem tem a responsabilidade perante este acontecimento triste e angustiante”, questionaram, assegurando que vão continuar a defender os direitos de todos os cabo-verdianos.

Inforpress

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