A dívida dos países mais vulneráveis, que torna muitas vezes impossível financiamento adicional ou cobertura de despesas correntes como saúde ou educação devido aos elevados juros, está em discussão entre hoje e amanhã em Paris, com o Presidente Emmanuel Macron a querer redesenhar a arquitectura financeira de forma a que haja mais dinheiro disponível sempre que necessário.
De forma a contribuir para esta discussão sobre um Novo Pacto Financeiro Mundial, Portugal diz ter trazido a este encontro soluções que estão a interessar outros países.
“Portugal já traz algumas respostas. Esta semana, Portugal assinou com Cabo Verde um acordo inovador, que nós pensamos que vai servir de inspiração para outros países, um acordo de conversão de dívida em investimento climático, é um acordo que significa que a dívida de Cabo Verde com Portugal até ao final de 2025 e com um valor de 12 milhões de euros será convertida em investimento climático”, declarou Francisco André, secretário de Estado dos Negócios estrangeiros português aos jornalistas.
Este acordo entre os países foi firmado esta semana com os dois primeiros-ministros a dizerem em Lisboa que este modelo poderá vir a ser alargado, no futuro, a toda a dívida cabo-verdiana a Portugal. Cabo Verde comprometeu-se a criar o Fundo Climático Ambiental até ao final deste ano.
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