Conselho da ONU aprova missão ao Haiti e Brasil pode treinar policiais

Os dois países defendiam uma missão mais curta, de apenas seis meses. Durante o debate, o governo russo alertou que não estava de acordo com a falta de transparência sobre como ocorreria a missão e pediu que o contrabando de armas fosse elucidado.

Mas o fato de a missão ser liderada por africanos acabou convencendo os dois países a não vetar a iniciativa. Outro fator que acabou destravando a negociação foi a inclusão de ações concretas para lidar com o contrabando de armas para o Haiti. Parte significativa desse abastecimento vem de grupos com base nos EUA.

Ainda assim, a reunião marcou um raro momento em que o Conselho conseguiu, de fato, chegar a um acordo. Com a guerra na Ucrânia, as principais potências passaram a divergir sobre todos os temas internacionais.

De acordo com a ONU, a violência no Haiti já fez quase 3.000 mortos desde outubro do ano passado. Enquanto isso, milhares de famílias abandonaram as regiões mais perigosas do país, onde o estado havia deixado de atuar.

Dúvidas sobre a missão

Mas a nova missão também é vista com suspeitas por parte de grupos da sociedade civil haitiana. Segundo eles, as gangues fecharam acordos com partidos políticos, desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse, em 2021.


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