Cidadãos de países do Caribe poderão circular livremente na região até 2024

O primeiro-ministro de Dominica e novo presidente da Comunidade do Caribe (Caricom), Roosevelt Skerrit, anunciaram nesta quarta-feira que o grupo permitirá a livre circulação de todas as pessoas até o início de 2024.

Durante seu discurso de encerramento da 44ª cúpula realizada em Trinidad e Tobago para comemorar o 50º aniversário da comunidade caribenha, Skerrit afirmou que a medida abrangerá todos os 13 países membros.

Ele também indicou que um relatório foi encomendado para até abril de 2024, com o objetivo de adotar uma posição definitiva sobre o assunto da livre circulação.

“Acreditamos que esta é uma parte fundamental da arquitetura de integração e, aos 50 anos, não poderíamos deixar Trinidad e Tobago e não falar sobre o cerne do movimento de integração e que é a capacidade das pessoas de se moverem livremente”, disse Skerrit.

Já o primeiro-ministro de Dominica enfatizou que o objetivo é que os cidadãos da Caricom “possam ver benefícios tangíveis” da integração regional.

A primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, enfatizou, por sua vez, que a intenção é “permitir plenamente a livre circulação de todas as categorias de pessoas no Mercado Único até o início do próximo ano”.

Mottley também anunciou que o Tratado de Chaguaramas, que deu vida à Caricom, será modificado com o objetivo de garantir o acesso a serviços de saúde primários e emergenciais e educação infantil, primária e secundária, e assim melhorar as condições dos cidadãos caribenhos quando eles circulam pela região.

O Tratado de Chaguaramas foi assinado em 4 de julho de 1973, dando lugar à Caricom, que estabeleceu os objetivos de aumentar as relações comerciais com outros países, estabelecer a competitividade internacional, acelerar o desenvolvimento econômico sustentável e consolidar os vínculos educacionais e culturais entre os países do Caribe: Bahamas, Antígua e Barbuda, Belize, Dominica, Granada, Guiana, Haiti, Jamaica, Monserrat, Santa Lúcia, São Cristóvão e Nevis, São Vicente e Granadinas, Suriname e Trindade e Tobago. 

(*) Com TeleSUR


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