Ciclismo: Nélio Cruz e Rúben Lopes fazem avaliação “positiva e elevada” de Cabo Verde no Mundial de Glasgow
Em declarações à Inforpress, na cidade da Praia, Nélio Cruz considerou que a nível individual ganhou mais experiência e uma forma diferente de pensar em termos de trabalho e de competição .
“Numa competição desta natureza temos que voltar com alguma bagagem de experiência e de conhecimentos, por isso tanto a nível individual como por equipa o balanço que faço é extremamente positivo”, notou.
O ciclista sanvicentino apontou que depois dessa participação ficou clara a diferença em termos de treinamentos e em relação aos outros países participantes, de modo em que nas próximas competições haja maior equilíbrio.
No entanto, Nélio Cruz, que fez três corridas no Mundial de Glasgow, garantiu que Cabo Verde demonstrou que tem potencial nesta modalidade e que pode fazer mais e melhor nas próximas competições.
Prova disso, conforme contou, na sua primeira prova, de 60 quilómetros e com partição de 265 atletas, ficou na 104ª posição e com uma “boa performance” dos outros ciclistas cabo-verdianos.
Na prova sub-23, na prova Road Rache, de 168,4 Km, Nélio Cruz avançou que teve dificuldade na resolução de um problema mecânico e que provocou a sua desqualificação na prova, por chegar 10 minutos depois do pelotão da frente.
Por sua vez, o santantonense Rúben Lopes classificou como “excelente” a sua participação no Mundial de Glasgow, não obstante as diferenças em termos competitivos em relação aos países onde o ciclismo é uma modalidade profissional.
Por isso, avançou que a classificação por equipa e individual fica como uma “referência”, dada a participação, pela primeira vez, de Cabo Verde numa competição de alto nível.
“De qualquer forma, é uma experiência, mas ficou patente que precisamos de mais apoio, em tudo que precisa um ciclista profissional”, apontou Rúben Lopes, salientando, contudo, o trabalho feito pela Federação Cabo-verdiana de Ciclismo para que Cabo Verde participasse neste Mundial.
Dos ciclistas cabo-verdianos neste Mundial de Glasgow na Escócia, William Gomes e Renato Soares competiram na prova “Men Elite Individual Time Trail” (contra-relógio), com percurso de 47,8 km, com 352 metros de desnível.
Leonardo Cosme e Ruben Júnior representaram Cabo Verde na prova contra-relógio individual sub-23, competição que teve um percurso de 36,2 Km, elevação de 242 metros, com uma subida final de 750 metros e 6% de inclinação até à meta no Castelo de Stirling.
Nélio Cruz foi o cabo-verdiano melhor posicionado na estreia da selecção nacional Gran Fondo, para amadores, no Mundial de Ciclismo realizado com o concurso de 270 ciclistas participantes, classificando-se na 104.ª posição com o tempo de 4:00:33.
Leonardo Cosme 232.ª posição em 4:30:30, Ruben Lopes terminou na posição 241.ª em 4:37:47 e Eliezer Soares na posição 266.ª com o tempo de 5:25:28, foram os resultados dos atletas nacionais.
Sob a orientação técnica do britânico Dave Savage, a selecção cabo-verdiana foi constituída pelos ciclistas Eliezer Soares, da região desportiva do Sal, Renato Gabriel Soares, da Holanda, e Wiliam Jorge Correia Gomes dos EUA, na categoria Elite.
Nélio Cruz, de São Vicente, Leonardo Cosme Costa, de São Nicolau, Ruben Júnior Lopes, de Santo Antão Norte, e Lucas Bronze (suplente), em representação de Santo Antão Sul, Porto Novo, foram inscritos exclusivamente na categoria sub-23.
Inforpress/Fim
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